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Maternidade Darcy Vargas recebe fiscalização surpresa

Visita foi motivada por denúncias de negligência; comunicação entre UBS e unidade é apontada.

Atualizado em 31/03/2026 às 17:03, por Redação.

Maternidade Darcy Vargas

Maternidade Darcy Vargas - Foto: Divulgação

A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Joinville realizou, na manhã desta terça-feira (31), uma fiscalização na Maternidade Darcy Vargas após relatos de supostas negligências em atendimentos. As denúncias haviam sido apresentadas, principalmente, em audiência pública no ano passado.

A vistoria foi conduzida pelo vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), presidente do colegiado. Segundo ele, a visita busca apurar as informações e cobrar esclarecimentos.

Durante a fiscalização, a comissão apontou a necessidade de aprimorar a comunicação entre os profissionais responsáveis pelo pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a maternidade. O tema deve ser discutido em nova reunião na Câmara.

A visita foi acompanhada pelo coordenador do núcleo da Defensoria Pública de Santa Catarina em Joinville, Fábio Thomazini. Informações também serão encaminhadas ao Ministério Público.

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No ano passado, a comissão já havia debatido a implantação da Rede Alyne — programa do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado à atenção materno-infantil — em reunião com representantes da maternidade e da Secretaria Municipal de Saúde. A iniciativa busca reduzir a mortalidade materna e infantil e ampliar o acesso ao atendimento desde o pré-natal até o pós-parto.

Maternidade é alvo de investigação do MPSC e audiência pública

A Maternidade Darcy Vargas, que é um hospital sob responsabilidade do estado, é alvo de uma investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por irregularidades no atendimento, negligência médica, falhas na gestão e na prestação de serviços, que supostamente vieram a levar a óbito bebês de mães que recorreram à maternidade para o parto.

A Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville relata ao menos 10 denúncias em 2025 e cobrou explicações e um relatório da instituição.

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Relatos de violência obstétrica e negligência em atendimento, motivaram uma audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. O encontro reuniu mães e pais que relataram partos traumáticos e complicações graves envolvendo seus filhos.

No dia 18, a mãe de uma gestante fez contato com o Chuville para relatar que sua filha entrou em trabalho de parto após o rompimento da bolsa e teve que esperar mais de 30 horas para que os médicos optassem pelo procedimento de cesárea na Maternidade Darcy Vargas, que foi realizado coincidentemente após os contatos da reportagem com o hospital e autoridades competentes


Redação

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