Terça-feira, 6 de outubro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Início Joinville Caixão para o Billy Esportes Coisarada Seus Pilas Saúde Política
Região Região — tudo São Chico Araquari Barra do Sul Itapoá Garuva
Colunas Colunas — tudo Social - Adri Buch Política - Estamos de Olho! Cultura - Pierre Porto Guia gastronômico Saúde - Mentalidade Consciente
Café com Chuville no rádio! Rede Mais pelo Jornalismo
Publicidade
PublicidadePublicidade

Libras vira primeira língua em salas de aula para 56 alunos surdos

Estudantes da Rede Municipal têm turmas bilíngues e aprendem os mesmos conteúdos dos demais alunos com adaptação para a Língua Brasileira de Sinais.

professor ensinando um aluno através da Língua Brasileira de Sinais (Libras)
Alunos aprendem os mesmos conteúdos previstos no currículo municipal, mas com adaptações que consideram as características da comunicação em Libras (Foto: Secom)

Em Joinville, 56 alunos surdos estudam em turmas bilíngues da Rede Municipal de Ensino, onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é utilizada como primeira língua. O atendimento ocorre em quatro escolas-polo e acompanha os estudantes desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental.

As turmas fazem parte do programa Mãos em Ação e são organizadas de acordo com a etapa de ensino. Os alunos aprendem os mesmos conteúdos previstos no currículo municipal, mas com adaptações que consideram as características da comunicação em Libras.

O atendimento começa no CEI Zé Carioca, que recebe crianças da Educação Infantil. Nos anos iniciais, os estudantes frequentam as escolas Léa Maria Aguiar Lepper e Sebastião Scarzello. Já os alunos do 6º ao 9º ano são atendidos na Escola Anna Maria Harger.

As aulas são conduzidas por professores bilíngues, que podem ser surdos ou ouvintes. Nos anos finais, os docentes também auxiliam na adaptação dos conteúdos das diferentes disciplinas e na interpretação para Libras. Os estudantes ainda têm aulas específicas da língua com um professor surdo.

Publicidade
Publicidade
Libras vira primeira língua em salas de aula para 56 alunos surdos

Libras também é ensinada aos ouvintes

A inclusão não fica restrita às salas destinadas aos alunos surdos. Nas escolas-polo, estudantes ouvintes, professores e outros profissionais também têm acesso a aulas de Libras.

A Secretaria de Educação oferece cursos que vão do nível básico ao avançado para profissionais das unidades. A ideia é permitir que os alunos surdos consigam se comunicar em diferentes espaços da escola, como recepção, refeitório e áreas de recreação.

A gerente de Apoio à Aprendizagem da Secretaria de Educação, Deyse Zapelini Faust, explica que a formação inclui profissionais de diferentes setores, não apenas professores.

Libras vira primeira língua em salas de aula para 56 alunos surdos

Professor surdo ensina em escola onde 21 alunos são atendidos

Na Escola Municipal Professora Anna Maria Harger, 21 alunos surdos participam do ensino bilíngue. Entre os professores está Killian Ferreira, que também é surdo.

Publicidade
Publicidade

A experiência tem um significado pessoal para o professor. Durante a infância, ele estudou em uma sala formada apenas por alunos ouvintes e relata que tinha dificuldade para acompanhar as explicações.

Hoje, ele utiliza a própria experiência para ensinar outros estudantes surdos.

“A explicação do professor era bem difícil de entender. Hoje, como professor, melhorou bastante, consigo ensinar os alunos surdos e ter essa troca de aprendizado com eles”, conta.

Entre os estudantes da escola está Julia Schubert Araújo, de 11 anos. Para ela, o uso da Libras facilita o aprendizado e a convivência com os colegas.

“É bem legal, com os professores ensinando em Libras é muito bom. A gente conversa, brinca junto com todos os outros alunos. Aprendemos bastante aqui”, relata.

Publicidade
Publicidade
Libras vira primeira língua em salas de aula para 56 alunos surdos

Contato com Libras começa na infância

Na Educação Infantil, muitas crianças chegam à escola conhecendo apenas sinais usados em casa para situações do dia a dia. O CEI passa a ser, em muitos casos, o primeiro contato com a Libras como língua principal.

O Português é trabalhado como segunda língua. Conforme o estudante avança para o Ensino Fundamental, o conteúdo da rede municipal é adaptado para facilitar a aprendizagem e a alfabetização.

Nos primeiros anos, o trabalho é concentrado na alfabetização e no desenvolvimento das habilidades previstas para a etapa. Nos anos finais, a estrutura passa a envolver professores de diferentes disciplinas, profissionais bilíngues e aulas específicas de Libras.

Para a diretora da Escola Anna Maria Harger, Lucelia Krelling, o modelo permite que os estudantes surdos participem das atividades escolares e tenham acesso ao aprendizado de forma adequada às suas necessidades de comunicação.

Publicidade
Publicidade
Libras vira primeira língua em salas de aula para 56 alunos surdos
Publicidade
Publicidade

Leia também