Segunda-feira, 17 de agosto de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Início Joinville Caixão para o Billy Esportes Coisarada Seus Pilas Saúde Política
Região Região — tudo São Chico Araquari Barra do Sul Itapoá Garuva
Colunas Colunas — tudo Política - Estamos de Olho! Cultura - Pierre Porto Guia gastronômico Saúde - Mentalidade Consciente
Café com Chuville no rádio! Rede Mais pelo Jornalismo
Publicidade
/apidata/imgcache/ef5a2e95d402d6efa536eb09ca11f9a7.webp?banner=top&when=1787007865&who=6

Justiça nega prêmio a apostador de Joinville após cancelamento de apostas durante análise do VAR

Plataforma devolveu o valor apostado e cancelou as apostas por entender que o lance decisivo já havia ocorrido antes da confirmação do árbitro.

Homem apostou que um dos gols seria realizado em cobrança de pênalti. Aposta foi realizada revisão de lance pelo árbitro
Homem apostou que um dos gols seria realizado em cobrança de pênalti. Aposta foi realizada revisão de lance pelo árbitro (Imagem  de Internet)

A Justiça de Joinville negou o pedido de um apostador que queria receber o prêmio de duas apostas esportivas canceladas por uma plataforma durante a análise de um lance pelo árbitro de vídeo (VAR). A decisão é da 4ª Vara Cível e também rejeitou o pedido de indenização por danos morais.

O caso aconteceu durante a partida entre Los Angeles Galaxy e New York City FC, disputada em 22 de fevereiro de 2026. O homem fez duas apostas ao vivo prevendo que o próximo gol seria marcado em uma cobrança de pênalti. Logo depois, o pênalti foi confirmado, mas a plataforma cancelou as apostas por entender que elas foram registradas quando o lance já estava sendo analisado pelo VAR.

Empresa devolveu o valor das apostas

O apostador alegou que o mercado de apostas ainda estava aberto e, por isso, pediu o pagamento do prêmio e uma indenização. Já a empresa afirmou que as apostas deram ao usuário uma vantagem indevida, pois foram feitas quando o lance decisivo já havia acontecido. A plataforma também informou que devolveu todo o dinheiro apostado.

Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a empresa agiu corretamente. Segundo a decisão, embora o pênalti ainda dependesse da confirmação da arbitragem, a falta já havia ocorrido e podia ser percebida antes da decisão oficial do árbitro, reduzindo o risco natural das apostas ao vivo.

Juiz assistiu ao lance e manteve cancelamento

O magistrado destacou que chegou a assistir às imagens da partida para entender a sequência do lance. Para ele, a falta era clara e terminou com a marcação do pênalti e a expulsão do jogador que a cometeu.

Na sentença, o juiz afirmou que o apostador aproveitou uma situação em que o resultado da jogada praticamente já era conhecido. Por isso, concluiu que a plataforma tinha o direito de cancelar as apostas para garantir a igualdade entre os participantes e preservar a integridade do mercado de apostas.

Com a decisão, o homem não receberá o prêmio nem a indenização. Além disso, foi condenado ao pagamento das custas do processo e dos honorários advocatícios. Como teve direito à gratuidade da Justiça, a cobrança desses valores ficará suspensa.

Leia também