Justiça nega prêmio a apostador de Joinville após cancelamento de apostas durante análise do VAR
Plataforma devolveu o valor apostado e cancelou as apostas por entender que o lance decisivo já havia ocorrido antes da confirmação do árbitro.
A Justiça de Joinville negou o pedido de um apostador que queria receber o prêmio de duas apostas esportivas canceladas por uma plataforma durante a análise de um lance pelo árbitro de vídeo (VAR). A decisão é da 4ª Vara Cível e também rejeitou o pedido de indenização por danos morais.
O caso aconteceu durante a partida entre Los Angeles Galaxy e New York City FC, disputada em 22 de fevereiro de 2026. O homem fez duas apostas ao vivo prevendo que o próximo gol seria marcado em uma cobrança de pênalti. Logo depois, o pênalti foi confirmado, mas a plataforma cancelou as apostas por entender que elas foram registradas quando o lance já estava sendo analisado pelo VAR.
Empresa devolveu o valor das apostas
O apostador alegou que o mercado de apostas ainda estava aberto e, por isso, pediu o pagamento do prêmio e uma indenização. Já a empresa afirmou que as apostas deram ao usuário uma vantagem indevida, pois foram feitas quando o lance decisivo já havia acontecido. A plataforma também informou que devolveu todo o dinheiro apostado.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a empresa agiu corretamente. Segundo a decisão, embora o pênalti ainda dependesse da confirmação da arbitragem, a falta já havia ocorrido e podia ser percebida antes da decisão oficial do árbitro, reduzindo o risco natural das apostas ao vivo.
Juiz assistiu ao lance e manteve cancelamento
O magistrado destacou que chegou a assistir às imagens da partida para entender a sequência do lance. Para ele, a falta era clara e terminou com a marcação do pênalti e a expulsão do jogador que a cometeu.
Na sentença, o juiz afirmou que o apostador aproveitou uma situação em que o resultado da jogada praticamente já era conhecido. Por isso, concluiu que a plataforma tinha o direito de cancelar as apostas para garantir a igualdade entre os participantes e preservar a integridade do mercado de apostas.
Com a decisão, o homem não receberá o prêmio nem a indenização. Além disso, foi condenado ao pagamento das custas do processo e dos honorários advocatícios. Como teve direito à gratuidade da Justiça, a cobrança desses valores ficará suspensa.



