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Joinville vira cenário de curta que mistura drama humano e ficção científica

FANI 2009 utiliza elementos do suspense e do cinema de gênero para construir uma narrativa sobre envelhecimento, relações familiares e o medo do desconhecido.

Duas pessoas em um ambiente escuro com luz azul indireta
Foto: Divulgação

O cinema de gênero está prestes a tomar conta das telas de Joinville. Com uma atmosfera que une o suspense, a ficção científica e o drama familiar, o curta-metragem catarinense FANI 2009 entra na sua reta final de pós-produção, prometendo consolidar a maior cidade do Estado como um polo criativo para o audiovisual independente.

A produção utiliza elementos clássicos do mistério para contar uma história profundamente tocante e, ao mesmo tempo, intrigante.

Mistério extraterrestre e dramas bem terrestres

O curta acompanha Seu Antônio, um idoso que lida com a solidão e as sequelas de um AVC. Sua rotina pacata é interrompida quando misteriosas luzes surgem no céu de Joinville, desencadeando fenômenos inexplicáveis ao seu redor.

Longe de ser apenas uma história de alienígenas, o filme utiliza os FANI (Fenômenos Anômalos Não-Identificados) como uma poderosa metáfora visual. O suspense e a ficção científica servem de pano de fundo para discutir dores cotidianas da realidade brasileira:

A solidão na velhice e a descrença social em pessoas idosas;

A invisibilidade de quem cuida e o esgotamento familiar;

Culpa, perdão e apagamento emocional dentro das relações mais íntimas.

Com uma estética nostálgica inspirada nos anos 2000, o filme constrói uma atmosfera tensa e intimista, provando que o cinema de gênero pode (e deve) carregar forte teor social.

A força do cinema feito em Joinville

Totalmente viabilizado pelo SIMDEC (Sistema Municipal de Desenvolvimento pelo Incentivo à Cultura de Joinville), o projeto é um manifesto de valorização da mão de obra local. Da equipe técnica ao elenco, passando pelos fornecedores, o curta foi inteiramente gerado por profissionais da região.

Para o diretor e roteirista Jader Jakopitsch, rodar essa ficção científica em solo joinvilense é uma forma de expandir os horizontes do que se produz no Estado:

Existe uma potência muito grande em contar histórias daqui, com pessoas daqui. O FANI nasce desse desejo de criar algo que dialogue com temas humanos, mas sem abrir mão da experimentação e do cinema de gênero.
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Jader Jakopitsch

Anote na agenda: A Estreia

Prepare a pipoca: o encontro com o mistério já tem data e local para acontecer.

O quê: Lançamento do curta-metragem FANI 2009

Quando: 14 de agosto, às 20 horas

Onde: Auditório do Sesc Joinville (Rua Itaiópolis, 470 - América)

Bastidores e novidades: Siga o perfil oficial no Instagram @curta.fani2009

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