Joinville repete capitais do Brasil com atos da direita contra Lula e STF
Sem contar com a presença do prefeito Adriano Silva e da vice Rejane Gambin, Joinville reuniu manifestantes ao lado de lideranças como Sargento Lima, Zé Trovão e Wilian Tonezi, entre outros.
Manifestantes presentes em ato da direita em Joinville - Imagem vídeo rede social Wilian Tonezi
Neste domingo, 01, Joinville foi palco de manifestações de grupos ligados à direita nacional, em atos contra a prisão de Bolsonaro, que está cumprindo pena na prisão da Papudinha, e com gritos de ordem contra o presidente Lula e ministros do STF como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.
Assim como no restante do país, que contou com lideranças como Nikolas Ferreira (PL), o pastor Silas Malafaia e Sóstenes Cavalcante (PL), Joinville teve a organização do deputado estadual Sargento Lima (PL) e contou com a presença do deputado federal Zé Trovão (PL) e de vereadores da cidade como Brandel Júnior (PL) e Wilian Tonezi (PL), entre outros, que discursaram ao público reunido na Praça da Bandeira, no Centro de Joinville.
Em mais um sinal de alinhamento com as manifestações nacionais, que também não contaram com algumas lideranças de peso nos palanques como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos), Joinville seguiu a mesma linha e não teve, desta vez, a presença do prefeito Adriano Silva e da vice Rejane Gambin.
Durante seu discurso, Tonezi citou a importância de derrubar o partido das trevas, em referência ao Partido dos Trabalhadores (PT), em 2026 e afirmou ter sido engando por pessoas que se diziam de direita e que, ao chegarem ao poder, se aliaram à esquerda, chamando-as de melancias, uma metáfora que sugere a pessoa ser verde por fora, em referência à farda ou aparência, e vermelha por dentro, ligada à ideologia de esquerda ou comunista, sendo considerada traidora pelos bolsonaristas.

Os vereadores de Joinville, vestidos com camisas amarelas da seleção brasileira, peça central das manifestações da direita, também discursaram no palanque sobre viverem em um suposto estado de censura. Eles citaram escândalos envolvendo o Banco Master, falaram sobre a falta de liberdade, clamaram por Deus com mensagens bíblicas e pediram empenho da população nas eleições de outubro.
Entre os manifestantes, a maioria também vestia camisas amarelas da seleção nacional, algumas com alusão ao golpe de 1964, que instaurou a ditadura no país, além de bandeiras do Brasil. O número de pessoas presentes na manifestação não foi divulgado.


Fagner Ramos
Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).











