Joinville prepara sistema de monitoramento com 3 mil câmeras e reconhecimento facial
Projeto, estimado em R$ 1,5 milhão por mês, vai integrar semáforos, radares e videomonitoramento público e privado. .
A Prefeitura de Joinville trabalha na implantação do “Smart Ville”, sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial e leitura de placas de veículos. O projeto foi tema de debate nesta terça-feira (21) na Comissão de Proteção Civil da Câmara de Vereadores, após a autorização da Lei nº 9.878, sancionada em julho deste ano.
Inspirado no “Smart Sampa”, de São Paulo, o sistema prevê cerca de 3 mil câmeras públicas e a integração de outras 2 mil privadas. Além de monitorar ruas e prédios públicos, o projeto deve interligar semáforos e radares de trânsito. O custo estimado é de R$ 1,5 milhão por mês.
Segundo o diretor da Secretaria de Proteção Civil (Seprot), Paulo Manoel de Souza, o modelo tem como objetivo reforçar a segurança e apoiar investigações criminais. A Prefeitura afirma que o sistema está sendo avaliado para garantir conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O autor do projeto de lei, vereador Instrutor Lucas (PL), defende que a tecnologia pode ajudar a localizar pessoas desaparecidas e prevenir crimes. Já o vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), que propôs a discussão, afirmou que as câmeras devem “estimular a ordem, principalmente na área central”.
De acordo com a lei, o uso das câmeras é restrito à segurança pública, viária, proteção civil, gestão patrimonial e urbanística, sendo proibida a utilização das imagens para outras finalidades. O tema voltará a ser debatido na Comissão de Proteção Civil no dia 2 de dezembro.




