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Joinville inaugura primeiro e único Museu da Dança da América do Sul

Inauguração do Museu da Dança aconteceu na manhã desta segunda-feira (21), junto ao primeiro dia do 42º Festival de Dança. .

Joinville inaugura primeiro e único Museu da Dança da América do Sul

A maior cidade catarinense, conhecida por ser a capital nacional da dança, inaugurou hoje (21) a abertura de um marco cultural: o Museu da Dança de Joinville. Abrindo junto ao primeiro dia do Festival de Dança, com uma proposta inovadora de pensar e experimentar a dança sob múltiplas perspectivas, este museu se destaca por ser o primeiro e único dedicado exclusivamente à dança em toda a América do Sul, consolidando ainda mais a relevância de Joinville no universo da arte.

Instalado em uma sede própria de 700 m², ao lado da Escola Germano Timm, na rua Orestes Guimarães, o museu não é apenas um local de exposição, mas um centro vibrante de cultura e aprendizado. Sua estrutura conta com um teatro com capacidade para 200 pessoas e um acervo rico, que mergulha nas memórias da dança no Brasil e no mundo.

Uma Experiência Imersiva e Dinâmica

A exposição de longa duração que inaugura o museu, intitulada “A Dança como Linguagem e Reinvenção da Presença”, promete uma jornada cativante. Além de um acervo repleto de objetos históricos relacionados à dança, o grande diferencial é a interatividade, com instalações imersivas que oferecem dinamismo à visitação.

A arquiteta Paula Delai Ried explica a concepção por trás do projeto: “A ideia é dar a sensação de que se está numa coreografia, o que cria surpresas e um museu mais dinâmico, que vai ao encontro da interatividade e imersão, potencializando a experiência”.

A exposição é dividida em quatro núcleos que se entrelaçam e enriquecem as reflexões sobre a dança:

  • Núcleo da Natureza: Propõe a dança como algo elementar, mostrando o movimento da natureza em harmonia com a dança.
  • Núcleo da Tecnologia: Explora as tecnologias produzidas pela e para a dança.
  • Núcleo do Espetáculo: Destaca festivais e apresentações de dança pelo Brasil e pelo mundo, incluindo uma coleção de 42 cartazes do Festival de Dança de Joinville, troféus antigos e figurinos doados pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e por bailarinos renomados como Ana Botafogo, Cecília Kerche e Marcelo Misailidis.
  • Núcleo da Memória: Apresenta a dança como memória coletiva e social, com cabines que exibem vídeos de diversas manifestações, como a ballroom e o passinho, além de uma coleção de bonecas que evidenciam os variados gêneros de dança e manifestações culturais.

Um Teatro para Todas as Artes da Dança

O teatro, com capacidade para 220 pessoas, será um espaço multifuncional, ideal para espetáculos, aulas de dança e workshops, enriquecendo ainda mais a oferta cultural da cidade.

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A construção do novo museu foi viabilizada por meio de receita própria do Instituto e recursos do governo estadual, via Programa de Incentivo à Cultura (Fundação Catarinense de Cultura), que também contribuiu com o mobiliário do teatro.

O Museu da Dança de Joinville promete ser um polo de inspiração e conhecimento para bailarinos, pesquisadores, entusiastas e o público em geral, celebrando a dança em todas as suas formas e manifestações. A partir de hoje, a América do Sul tem um novo ponto de referência para a arte do movimento.

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