Joinville debate soluções para reduzir pressão na rede de acolhimento
Além da abertura de vagas, propostas incluem apoio familiar e reforço nos serviços sociais.
A rede de acolhimento de crianças e adolescentes de Joinville deve receber reforço de 40 vagas para reduzir a pressão sobre o sistema. A medida foi discutida nesta segunda-feira (29), durante reunião da Comissão de Cidadania da Câmara de Vereadores, que reuniu representantes do Judiciário, Secretaria de Assistência Social (SAS), Conselhos Tutelares, forças de segurança e entidades ligadas ao atendimento social.
AMPLIAÇÃO DEVE REFORÇAR ESTRUTURA DE ACOLHIMENTO
Segundo a Secretaria de Assistência Social, a liberação dos alvarás da Fundação 12 de Outubro permitirá a abertura de 20 novas vagas. Somadas às 20 vagas já em funcionamento em um abrigo provisório, o município passa a contar com o reforço na estrutura. Um edital para contratação de outras 20 vagas permanece aberto.
Além da ampliação emergencial, o encontro discutiu alternativas para reduzir a necessidade de acolhimento institucional. Entre as propostas está a guarda subsidiada, modelo já adotado em outras cidades e em análise em Joinville. A iniciativa prevê auxílio financeiro para familiares, como avós e tios, ou pessoas com vínculo afetivo com a criança, evitando o encaminhamento para abrigos.
O objetivo é manter crianças e adolescentes em ambiente familiar quando houver necessidade de afastamento temporário dos pais, preservando vínculos e reduzindo impactos do acolhimento institucional.
REUNIÃO DISCUTIU DESAFIOS NA REDE DE PROTEÇÃO
A reunião também apontou desafios em áreas ligadas à proteção social. Entre os temas debatidos estão a ampliação de vagas em creches, fortalecimento de atividades no contraturno escolar, melhoria da cobertura dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e aumento do atendimento especializado na rede pública.
Outro problema apontado foi a falta de profissionais especializados, como neuropediatras, o que pode atrasar diagnósticos e tratamentos de crianças com necessidades específicas.
Representantes das forças de segurança também discutiram a criação de um protocolo integrado entre Polícia Militar, Guarda Municipal e Conselhos Tutelares para agilizar o atendimento de ocorrências envolvendo violação de direitos.



