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JOINVILLE 175 ANOS: Em ano eleitoral, é fundamental que os servidores e usuários dos serviços públicos prestem muita atenção

Artigo escrito especialmente por Mara Tavares, Presidente do Sinsej - Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville

Imagem mostra um grande grupo de manifestantes andando na rua, segurando faixas.
Foto: Divulgação

Foi majoritariamente com a força de uma mão de obra deslocada de seus estados e países de origem que Joinville foi construída. Passados 175 anos, os processos de migração e imigração continuam caracterizando a ocupação desse território e, consequentemente, a formação da classe trabalhadora local.

É essa classe trabalhadora a responsável por ocupar o chão das fábricas e prestar os mais variados serviços na cidade onde o PIB gira em torno de R$49 bilhões, liderando a economia em Santa Catarina. A população, atualmente, ultrapassa 664 mil habitantes e destes, 14 mil são servidores públicos. São os servidores públicos, tecnicamente capacitados, que oferecem, por exemplo, o serviço de saúde a cerca de 75% da população, e de educação, a 60% da população. 

Objetivamente, a maior parte da população joinvilense usa exclusivamente o SUS e as escolas públicas, e é na destruição do oferecimento dos serviços 100% públicos que o governo Adriano do Partido Novo, vem vendendo e canalizando uma fatia gigante do orçamento público para a iniciativa privada, além de distribuir uma penca de cargos comissionados (cabos eleitorais) por toda a prefeitura. 

O SINSEJ, como entidade representativa dos servidores, vem denunciando esse desmont que atinge, em cheio, toda a população, e explicando que esse discurso político de modernização e redução de gastos, baseado em metas escravizantes, assédio moral e retirada de direitos, vem a reboque da desregulação das relações público privadas onde o ente público assume o papel de fiador do lucro do empresariado.

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Em um ano eleitoral é fundamental que os servidores e usuários dos serviços públicos prestem muita atenção e apoiem o desafio de reorganização do movimento sindical para que a classe trabalhadora, como um todo, compreenda que um governo preconizado no Estado mínimo, caminha na direção oposta dos interesses da nossa classe.

Saudamos toda classe trabalhadora pela construção de Joinville! A luta nos chama!

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