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ILPIs cobram mudanças no atendimento de idosos em Joinville

Instituições relatam problemas com receitas, medicamentos e acesso a especialistas; Prefeitura promete discutir novo modelo com Ministério da Saúde.

Responsáveis por ILPIs estiveram presentes na Comissão de Saúde cobrando providências e melhorias
Responsáveis por ILPIs estiveram presentes na Comissão de Saúde cobrando providências e melhorias (Foto: Mauro Artur Schlieck)

Problemas no atendimento de idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) foram discutidos nesta segunda-feira (31), durante reunião da Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social da Câmara de Joinville. Entre as principais reclamações estão a demora para renovar receitas de medicamentos de uso contínuo, dificuldades de deslocamento até as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a falta de acesso a especialistas.

As instituições afirmam que os atrasos podem deixar idosos sem medicamentos e gerar cobranças dos órgãos de fiscalização. Representantes também relataram dificuldades para transportar pacientes em cadeira de rodas ou com limitações cognitivas até as unidades de saúde.

Um dos casos citados durante a reunião ocorreu na Casa de Repouso Bom Retiro. Uma unidade ficou 18 dias com atraso no fornecimento de medicamentos por problemas relacionados à renovação das receitas. Segundo a instituição, em situações de demora no atendimento público, algumas famílias acabam pagando consultas particulares.

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A situação, porém, não é igual em todas as ILPI. Alguns representantes disseram que conseguem manter uma relação satisfatória com as UBS responsáveis pelo atendimento.

Como funciona hoje

A secretária municipal de Saúde, Daniela Cavalcante, explicou que as ILPI seguem o mesmo modelo territorial aplicado aos demais moradores de Joinville. Cada instituição é atendida por uma UBS de referência.

No caso das receitas de uso contínuo, a Secretaria informou que existe um prazo de até cinco dias para a renovação após a entrega do documento na unidade. A entrega dos medicamentos pode ocorrer posteriormente, principalmente quando há uma quantidade maior de remédios a ser separada e conferida.

A Secretaria também informou que problemas específicos envolvendo determinadas UBS podem ser encaminhados para análise.

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Prefeitura estuda atendimento específico

As instituições defendem a criação de uma equipe de Saúde da Família voltada exclusivamente aos idosos que vivem em ILPI. A Prefeitura considera a proposta, mas afirma que a mudança precisa ser discutida com o Ministério da Saúde.

De acordo com Daniela, a alteração pode interferir na forma como os atendimentos são registrados nos indicadores da Atenção Primária e no financiamento federal. Por isso, o município pretende buscar uma alternativa que permita um atendimento específico sem comprometer esse sistema.

Uma primeira reunião com o Ministério da Saúde está prevista para 9 de setembro, em Joinville.

Geriatria e neurologia

A dificuldade para conseguir consultas com especialistas, principalmente geriatras e neurologistas, também foi apresentada durante a reunião.

A Secretaria pretende usar o IVCF-20 para avaliar o grau de risco e as necessidades de saúde dos idosos institucionalizados. A ideia é identificar quem precisa de atendimento especializado com maior urgência e, a partir dos dados, verificar se será necessário ampliar a equipe ou contratar serviços complementares.

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A discussão deve continuar nas próximas semanas. O vereador Ascendino Batista (PSD), presidente da comissão, pediu que as ILPI encaminhem casos específicos de problemas nas UBS para que sejam analisados pela Secretaria de Saúde.

Uma nova rodada de discussão deverá ocorrer em 30 dias, com participação das áreas de Saúde, Vigilância Sanitária e Assistência Social.

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