Homem é condenado por ofender frentista em Joinville
Cliente de posto foi condenado a dois anos de prisão por ofensas relacionadas à orientação sexual de funcionário durante uma discussão
A Justiça de Joinville condenou um homem por ofender um frentista por causa da orientação sexual dele. A decisão é da 1ª Vara Criminal da comarca. O réu recebeu pena de dois anos de prisão e também terá que pagar 10 dias-multa.
O caso aconteceu no posto de combustíveis onde o frentista trabalhava. Segundo o processo, o homem era cliente frequente e, meses antes da discussão, já havia feito comentários sobre o brinco usado pelo funcionário e sobre sua orientação sexual. O episódio chegou a ser comunicado ao gerente.
No dia do caso, o frentista estava no caixa e decidiu não atender o cliente por medo de passar novamente por uma situação constrangedora. O homem procurou o gerente e começou uma discussão com o funcionário.
Segundo a acusação, durante o conflito, o réu fez ofensas relacionadas à homossexualidade e disse que pessoas como o frentista não deveriam trabalhar no posto.
Testemunhas que estavam no local confirmaram as ofensas e disseram que o homem insistiu para que a gerência tomasse alguma atitude contra o funcionário. Também houve troca de ofensas entre os dois, e uma testemunha tentou encerrar a discussão.
As câmeras de segurança do posto não tinham áudio, mas foram usadas pela Justiça para confirmar o momento, a duração e o contexto da discussão.
Homem negou as ofensas
Durante o interrogatório, o réu negou ter ofendido o frentista por causa da orientação sexual. Ele disse que tinha uma relação cordial com o funcionário e que o comentário anterior sobre o brinco havia sido uma brincadeira.
Também afirmou que procurou o gerente porque o frentista se recusou a atendê-lo e negou ter dito que pessoas como ele não deveriam trabalhar no posto.
Ao analisar as provas, o juiz entendeu que os depoimentos e as imagens confirmaram as ofensas relacionadas à orientação sexual. A decisão também apontou que essas falas aconteceram antes da reação do funcionário.
Para o juiz, o homem poderia ter reclamado da recusa no atendimento diretamente ao gerente, sem fazer comentários sobre a orientação sexual do frentista.
Prisão foi substituída por serviços
O homem foi condenado a dois anos de prisão e ao pagamento de 10 dias-multa. A pena de prisão foi substituída por serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo.






