/apidata/imgcache/790ccffe5c67b8e0214ef5930ec97d06.png?banner=left&when=1773225183&who=6
/apidata/imgcache/e00629075f942bc5369af2ac7a74f286.png?banner=top&when=1773225183&who=6

Há 61 anos o Brasil começava um dos piores momentos de sua história: a ditadura militar

Em Joinville até uma escola municipal trocou de nome para não lembrar o 31 de março de 1964. .

Atualizado em 31/03/2025 às 15:03, por Leandro Schmitz.

Em 31 de março de 1964, o Brasil mergulhou em um dos períodos mais sombrios de sua história: a ditadura militar. Naquela madrugada, o Exército depôs o presidente João Goulart, o Jango, sob a justificativa de proteger o país do “comunismo”. A ação, que contou com o apoio de setores conservadores da sociedade, ainda ecoa em eventos recentes como o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Jango, conhecido por suas políticas sociais e tentativas de reformas, foi visto como uma ameaça pela elite. O contexto da Guerra Fria intensificou o medo do comunismo, usado como pretexto para a repressão. A ditadura que se seguiu marcou uma era de tortura, morte e censura, vitimando milhares de cidadãos que defendiam a democracia. Seus efeitos são sentidos até hoje, com inúmeros desaparecidos.

/apidata/imgcache/819124af22c5c44ac7de2ee81050c0b0.png?banner=postmiddle&when=1773225183&who=6

Mas por incrível que pareça, ainda há muitos saudosistas que volta e meia aparecem em grupos sectários e violentos, seja aqui no sul do Brasil ou em São Paulo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a “comemorar” o golpe, fato criticado por inúmeras entidades. Enquanto deputado, chegou a homenagear ditador ao justificar seu voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

A influência militar no governo Bolsonaro, incluindo a pressão do ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, sobre o STF, remete aos tempos da ditadura. Instituições como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), apontam para a semelhança nos ataques às instituições democráticas e aos direitos dos trabalhadores.

O legado da ditadura inclui uma grave crise econômica, com aumento da dívida externa, inflação e desigualdade social. Esses problemas ressurgiram e foram combatidos nos governos de Dilma e Lula.

/apidata/imgcache/7afb120ad0780f965c93046bfa819857.gif?banner=postmiddle&when=1773225183&who=6

Os ataques às instituições, como o STF e a Constituição, são outro exemplo da prática de manter viva a memória de um período que só valeu para alguns.

Em Joinville até escola trocou de nome

Uma das mais importantes escolas municipais, a Escola Padre Valente Simioni, localizada na rua Coronel Camacho, bairro Iririú, carregou durante muito tempo um nome alusivo a este período nebuloso brasileiro. Até a década de 1990, a instituição chamava-se “Escola Municipal de 1º Grau 31 de Março”, pois havia sido inaugurada em 1969, em plena ditadura.

Mas no início dos anos 90, o ex-prefeito Luiz Gomes assinou o Decreto nº 6454/90, que trocou o nome para Escola Municipal Padre Valente Simioni, em homenagem ao pároco da época, um dos estusiastas que ajudou a implantar a escola naquele local. A mudança de nome foi um pedido da própria comunidade, que não via mais necessidade de homenagear um período tão sombrio.

/apidata/imgcache/5b8b731015dd2ab2ac3d5021bbd027b5.png?banner=postmiddle&when=1773225183&who=6

No entanto, Joinville ainda carrega muitos nomes que fazem alusão a este período: como o bairro Costa e Silva. Este foi em homenagem ao segundo presidente do regime militar, Artur da Costa e Silva. Em 2017 até chegou a ganhar corpo, na internet, um movimento para discutir a mudança do nome do bairro.


Leandro Schmitz

Com formação em Jornalismo pelo Ielusc, MBA em Marketing e Comunicação Integrada pela Aupex, já atuou em diversos veículos de comunicação, como Rádio Mais FM (Hoje Nativa FM), Rádio Udesc FM, Jornal Notícias do Dia e Folha Metropolitana. Foi vencedor do Prêmio Jornalismo Unimed 2010, vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025) e finalista do Prêmio Fenabrave Jornalismo (2013). Tem experiência em todas as plataformas: rádio, jornal, internet, vídeo. No setor público já atuou na gestão de comunicação de pastas e assessoria na Câmara de Vereadores. Hoje também é servidor público concursado do município.