Sábado, 18 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Início Joinville Caixão para o Billy Esportes Coisarada Seus Pilas Saúde Política
Região Região — tudo São Chico Araquari Barra do Sul Itapoá Garuva
Colunas Colunas — tudo Política - Estamos de Olho! Cultura - Pierre Porto Guia gastronômico Saúde - Mentalidade Consciente
Café com Chuville no rádio! Rede Mais pelo Jornalismo
Publicidade
/apidata/imgcache/5141ccebb56957c056516a11069813ef.jpeg?banner=top&when=1784355747&who=6

Governo do Estado tem 60 dias para reestruturar delegacia de Itapoá

Decisão atende pedido do Ministério Público após apontamentos de falta de servidores, investigações atrasadas e problemas no atendimento.

imagem da delegacia de Itapoá
Segundo a ação, a delegacia funciona com um número de profissionais abaixo do necessário - Foto: MPSC

A Justiça determinou que o Governo de Santa Catarina apresente um plano para reestruturar a Delegacia de Polícia Civil de Itapoá. A decisão atende a uma ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apontou problemas como falta de servidores, investigações atrasadas e dificuldades no atendimento ao público.

A medida estabelece que o Estado apresente, em até 60 dias, um plano com metas e cronograma para reforçar o quadro de funcionários da unidade. A decisão também impede a remoção de servidores sem reposição imediata e determina melhorias no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica.

Segundo a ação, a delegacia funciona com um número de profissionais abaixo do necessário. O planejamento da própria unidade prevê a necessidade de 23 servidores, mas a estrutura atual estaria reduzida desde 2024 devido a afastamentos, transferências e outras mudanças sem substituição dos funcionários.

Durante a apuração do caso, o Ministério Público identificou relatos de excesso de trabalho entre os servidores, com acúmulo de horas extras e longos períodos de plantão. A investigação também apontou que a falta de pessoal levou a Polícia Militar a desempenhar atividades que normalmente são de responsabilidade da Polícia Civil.

Outro problema destacado foi o atraso nas investigações. De acordo com a ação, 98% dos inquéritos em andamento estão fora do prazo legal, incluindo casos considerados graves, como homicídios, feminicídios e estupros de vulnerável.

Publicidade
/apidata/imgcache/003a2f7b9557499e3a7d1c73df680496.jpeg?banner=postmiddle&when=1784355747&who=6

O Ministério Público também apontou falhas no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Segundo o órgão, o atendimento ocorre em espaços compartilhados, sem privacidade adequada, o que pode dificultar ou desestimular o registro das ocorrências.

A decisão judicial determina ainda que, em até 30 dias, seja implantado um protocolo provisório para atendimento humanizado às vítimas. Em até 120 dias, o Estado deverá concluir a instalação de uma sala exclusiva para esse tipo de atendimento.

Segundo o Ministério Público, antes do processo judicial foram realizadas reuniões e notificações para buscar soluções administrativas, mas, de acordo com a ação, não houve medidas suficientes para resolver os problemas apontados.

Leia também