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GAECO investiga entrada de smartwatches em presídio de Joinville

Operação cumpriu cinco mandados na cidade e um em Blumenau. Investigação apura participação de advogado, policial militar e outros envolvidos no esquema.

Atualizado em 22/04/2026 às 10:04, por Redação.

Agentes do Gaeco e da PM durante mandados de busca e apreensão

Aparelhos eram utilizados como forma de comunicação entre os detentos dentro da unidade prisional. - Foto: MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) realizou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Cavalo de Tróia para investigar a entrada irregular de smartwatches no Complexo Penitenciário de Joinville, no Norte de Santa Catarina.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão — cinco em Joinville e um em Blumenau. Durante a ação, uma pessoa foi presa em flagrante por estar com medicamentos de origem estrangeira sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação aponta que os dispositivos eletrônicos eram utilizados por detentos como forma de comunicação dentro da unidade prisional. Segundo apurado, um advogado é suspeito de usar indevidamente suas prerrogativas para acessar o presídio e esconder os aparelhos em uma sala da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de onde seriam recolhidos e distribuídos entre internos.

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As apurações também indicam a participação de outros envolvidos, incluindo uma sócia do advogado, que atuaria na transmissão de recados entre membros de uma organização criminosa, e um policial militar, suspeito de repassar informações sigilosas de sistemas de segurança pública.

A investigação teve início a partir de informações repassadas pela direção da unidade prisional ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia e devem auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos.

O caso tramita em sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a liberação judicial do processo.


Redação

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