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Fraude em atestados para soltar presos é alvo de operação com ação em Joinville

Investigação aponta uso de laudos médicos falsos para obter prisão domiciliar; Joinville está entre as cidades com mandados cumpridos.

Agentes do Gaeco em um dos presídios do estado
Agentes do Gaeco em um dos presídios do estado - Foto: Gaeco

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) cumpriu mandados de busca e apreensão em Joinville na manhã de terça-feira (5), durante investigação sobre um esquema de fraudes envolvendo atestados médicos falsos para beneficiar detentos.

A ação, batizada de “Efeito Colateral”, é conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e tem como base um inquérito instaurado em Itajaí. Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão e 37 de busca em cidades de Santa Catarina e do Paraná.

Segundo as investigações, o grupo produzia documentos médicos falsos para simular doenças graves e, com isso, solicitar a concessão de prisão domiciliar a presos do Complexo Penitenciário de Itajaí. A apuração aponta a atuação conjunta de uma advogada e um médico no esquema.

Durante a operação, também foram apreendidos dinheiro, armas, munições, celulares e documentos, que serão analisados. Parte dos beneficiados pelo esquema, conforme o Ministério Público, descumpria medidas judiciais e permanecia foragida.

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Em uma das abordagens, um dos alvos reagiu com disparos de arma de fogo. Um policial militar foi atingido e encaminhado ao hospital, com estado de saúde estável.

As investigações seguem sob sigilo e buscam identificar outros envolvidos e detalhar a extensão do esquema.

Armas, celulares e dinheiro apreendido durante operação
Armas, celulares e dinheiro apreendido durante operação - Foto: GAECO
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