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Flávio Bolsonaro faz carreata no interior de SP e termina campanha em área de milícia e facções no Rio

Em meio às polêmicas com a Nossa Senhora Aparecida, à desistência de ir ao debate e às supostas orgias com garotas de programa, o eleitorado mantém o filho de Jair em empate técnico com Lula no primeiro turno, segundo as últimas pesquisas.

Flávio Bolsonaro em SP, ao lado de Tarcísio de Freitas, e no Rio, no final do dia de hoje
Flávio Bolsonaro em SP, ao lado de Tarcísio de Freitas, e no Rio, no final do dia de hoje (Foto: O Globo / UOL)

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) começou o dia de hoje, 3, com uma carreata no interior de São Paulo, nas cidades de Santa Bárbara d'Oeste e Americana, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Depois, viajou para o Rio de Janeiro e encerrou o dia com uma motociata na Zona Oeste da capital fluminense, em áreas dominadas por facções e milícias no estado carioca.

O candidato percorreu 11 quilômetros entre Campo Grande e Bangu, em um trajeto de quase duas horas, finalizando na Praça da Fé, em Bangu, sob uma forte chuva. As duas regiões são conhecidas historicamente pelo domínio do crime, com disputa entre o Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP), Amigos dos Amigos (ADA), milicianos e bicheiros. 

No Rio, ele foi acompanhado pelo candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), e por seus candidatos ao Senado, Carlos Jordy e Carlos Portinho.

Nas duas cidades, Flávio Bolsonaro bradou gritos de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que ministros não podem ser agentes políticos de Lula. Também pediu voto de protesto amanhã contra o candidato do PT, se comprometeu, caso seja reeleito, a acabar com a reeleição e afirmou que irá ganhar a disputa no primeiro turno.

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Entre seus apoiadores, ouviam-se gritos de ordem e mensagens com pedidos de ajuda a Trump, em uma alusão ao presidente americano intervir nas eleições, além de diversas bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, junto à bandeira brasileira.

Semana agitada

Flávio Bolsonaro teve uma semana bastante agitada. Ele começou tendo que explicar a polêmica que envolveu Nossa Senhora Aparecida, na qual supostamente iria retirar o título de padroeira do Brasil. Flávio negou, disse que jamais afirmou isso e insinuou que essa informação foi uma fake news criada pelo PT em conluio com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Não foram apresentadas provas sobre a alegação.

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O candidato do PL também afirmou que iria ao debate da TV Globo, mesmo sem a presença de Lula, mas desistiu horas antes de o programa ir ao ar. Ele alegou que decisões do TSE, de proibir a TV da família Marinho de mostrar a cadeira de Lula vazia, e a ordem do ministro Gilmar Mendes para que o canal convidasse o candidato Renan Santos (Missão) foram arbitrárias. Dessa forma, segundo ele, só restava sua desistência.

Para terminar a semana, reportagens do site PlatôBR mostraram mensagens e fotos de supostos encontros no Rio para orgias com garotas de programa, tudo em companhia de seu antigo sócio na loja de chocolates Kopenhagen, que Flávio tinha com Alexandre Santini.

Santini manteve as mensagens e fotos como provas e expôs a mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, após o filho de Jair Bolsonaro não cumprir os acordos que supostamente eles tinham, sentindo-se abandonado pelo candidato.

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O candidato à presidência não tocou no assunto após o escândalo vir à tona. Ao que tudo indica, tal situação não foi suficiente para abalar o apoio de seus eleitores, visto que, segundo as últimas pesquisas da Quaest e do Datafolha, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno, ambos com chances de levar a decisão já amanhã, domingo, 4.

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