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Falta de transporte escolar na Vila Cubatão vira alvo de debate em Joinville

Pais relatam dificuldades no deslocamento de alunos e cobram ampliação das vagas no transporte escolar

Crianças na escola
Pais relatam que alunos andam até 3 km e passam por trajetos em vias sem acostamento. Foto: Mauro Artur Schlieck

A Comissão de Educação da Câmara de Joinville debateu na última semana  a situação do transporte escolar na região da Vila Cubatão. A reunião reuniu representantes da Secretaria de Educação, da Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra), pais de alunos e transportadores escolares.

Segundo famílias da região, o crescimento populacional aumentou a demanda pelo serviço e parte das crianças enfrenta dificuldades para chegar às unidades de ensino. Representando um grupo de mães, Carol Marcellos afirmou que cerca de 40 alunos passaram a percorrer até três quilômetros a pé após a proibição das chamadas “caronas solidárias”, organizadas e custeadas pelos próprios pais.

Os relatos apontam que o trajeto é feito em vias sem acostamento e sob condições climáticas adversas. A Seinfra informou que as fiscalizações tiveram como objetivo combater o transporte clandestino e apontou irregularidades, como excesso de passageiros e motoristas com habilitação vencida.

Já a Secretaria de Educação explicou que o transporte gratuito segue critérios definidos em portaria municipal, que estabelece distância mínima de três quilômetros entre a residência e a escola. Segundo a pasta, vagas remanescentes podem ser utilizadas para atender estudantes que moram mais perto, conforme disponibilidade.

Representantes da Associação dos Transportadores Escolares de Joinville (Actej) também participaram da discussão e defenderam maior fiscalização sobre serviços irregulares, alegando concorrência desleal e riscos aos passageiros.

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Ao fim da reunião, vereadores e representantes das secretarias definiram a criação de um grupo de trabalho informal para avaliar mudanças nas regras do transporte escolar. A proposta é realizar um estudo técnico em até 30 dias para analisar a redução da distância mínima para atendimento de 3 km para 2,5 km e discutir a ampliação das vagas disponíveis na região.

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