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EXCLUSIVO: Chuville Notícias tem acesso à casa ocupada e conversa com Movimento Mulheres Olga Benário

Imóvel pertencente à União está sendo alvo de polêmica desde o último sábado (1º), quando integrantes do Movimento Mulheres Olga Benário ocuparam a casa que, segundo o grupo, está sendo negociada com o governo federal para uso social. Entenda.

Imagem mostra uma faixa pendurada na fachada de uma casa
Imagem retirada de vídeo.

A ocupação de uma casa, localizada na rua Aquidaban, nº 790, no bairro Glória, tem sido alvo de polêmica desde o sábado passado (1º/08). O imóvel pertence ao governo federal e estava desocupado há alguns anos. Na época servia como dormitório para servidores do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) e, após o desuso, foi mapeada pelo Movimento Mulheres Olga Benário para uso social.

O grupo é organizado em todo o Brasil e possui mais de 50 casas onde ofertam serviços de apoio às mulheres vítimas de violência e tentativa de feminicídio. Segundo os organizadores do Movimento, mais de 60 mil mulheres já tiveram ajuda da rede, que conta com o apoio de profissionais, como psicólogas, assistentes sociais e advogadas.

O Chuville Notícias teve acesso exclusivo à casa, sendo o primeiro e único veículo de comunicação que até agora entrou no imóvel e ouviu a versão das pessoas que fizeram a ocupação. De acordo com o grupo, já está em andamento uma negociação para que o espaço seja cedido ao Movimento para fins sociais.

Porém a ocupação antes da cessão de uso oficial tem gerado críticas e polêmica, tanto de autoridades locais, quanto de parte da comunidade. Nesta terça-feira (4), o vereador ligado ao MBL, Mateus Batista - que ficou conhecido nacionalmente por ter chamado o povo paraense de “lixo”, tentou entrar à força na casa, alegando em suas redes sociais que o Movimento estava cometendo uma ilegalidade. Outros vereadores tomaram atitudes parecidas, sobretudo os que estão em pré-campanha, como deputados estaduais ou federais.

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A prefeitura de Joinville, por sua vez, afirmou ter encaminhado um ofício ao governo federal pedindo providências e que já estaria monitorando o abandono do imóvel antes mesmo da ocupação.

Violência

Durante a reportagem no local, um rapaz que passava pelo portão jogou ovos contra este repórter e as pessoas que estavam sendo entrevistadas. Um deles chegou a atingir a perna de uma das mulheres da ocupação. Aos gritos, o homem praticava a violência, mas ao perceber que estava sendo filmado, foi embora.

O grupo afirma que muitos tem apoiado o movimento, mas que também tem sido alvo de constante hostilidade e tentativa de invasão. “Estamos nos revesando, inclusive à noite”, afirmou uma das mulheres.

A advogada do Movimento, Fernanda Vecchi Pegorini, adiantou que haverá uma reunião com representantes da SPU (Secretaria de Patrimônio da União) nesta quinta-feira (6) para tentar resolver o impasse. 

Movimentos sociais, como o Centro de Direitos Humanos, Só Delas, Humaniza SC, Movimento Negro Maria Laura e o Partido dos Trabalhadores, manifestaram-se publicamente apoiando a causa.

Veja o vídeo da reportagem em nosso Youtube:

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