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ESTAMOS DE OLHO: Vereadores tentam impedir sindicato na Câmara e mais!

A coluna mais lida da região traz, nesta quinta-feira (18), as últimas para você ficar bem informado. Sindicato dos Servidores é impedido por alguns vereadores de defender pauta legítima; os desdobramentos sobre a polêmica das pessoas em situação de rua e muito mais!

Detetive segurando uma lupa

Vereadores tentam impedir SINSEJ de se manifestar com pauta legítima na CVJ

Ontem, um episódio chamou a atenção na Câmara de Vereadores. O Sinsej - Sindicato dos Servidores Públicos - teve que arrancar quase a fórceps o direito de manifestar a legítima pauta dos auxiliares da educação na Tribuna. Alguns vereadores, por birra contra o sindicato tentaram impedir, seja com discurso ou com voto contrário, o direito de manifestação da entidade que representa os servidores. A vereadora Vanessa da Rosa (PT) apresentou requerimento para dar direito de fala ao sindicato. 

Votaram contra os vereadores Alisson, Erico Vinicius e Netto Peters, do Novo, Wilian Tonezi e Instrutor Lucas, do PL e Mateus Batista, do UB. Passou da hora de alguns representantes de Joinville eliminarem a imaturidade política. Na democracia eu não preciso concordar, mas o debate JAMAIS deve ser restringido, principalmente a uma entidade que representa 14 mil servidores públicos. Cabe debate e cabe reconhecimento salarial a quem cuida de nossas crianças nas escolas. Portanto, esperamos a regulamentação da lei federal 15.326.

Falando nisso, Sinsej alega que secretário da Educação não aceita dialogar sobre a lei 15.326

Mara Lucia Tavares, presidente do Sinsej, denunciou na Tribuna da CVJ que o secretário da educação, Diego Calegari, não aceita dialogar com o sindicato sobre a pauta que pode reconhecer a importância dos 1.600 auxiliares da educação que ganham 60% do salário dos professores. Há meses, o Sinsej é ignorado. Neto Petters alegou que se o MP é contra, então não tem o que fazer. Não é assim, vereador. Há uma demanda legítima e o papel do governo é pensar soluções para atendê-la. Para isso, o mínimo a ser feito é ouvir a entidade que representa a demanda. Isso é DEMOCRACIA. O que não pode é se apegarem a “pelo em ovo” para sequer receber o sindicato.

Vereadores nominam Jane Becker em ataques contra o Sinsej 

Outro fato foram as manifestações contra a presidente da gestão Servidor em Luta, Jane Becker, que presidiu o Sinsej de 2019 a 2025. Acompanhamos de perto essa gestão e Jane enfrentou as pautas erráticas do governo Adriano. Algumas como as tentativas de terceirizações para Organizações Sociais enlameadas em corrupção, reforma da previdência draconiana, reticências para chamar concurso público que, ainda bem, ocorreram à base de muita pressão. 

A direção do sindicato não é para ser amiguinha dos vereadores ou do prefeito. Seu papel é ouvir as demandas, aprovar as reivindicações em assembleias e encaminhar a luta. Foi isso que Jane fez, assim como Mara vem fazendo. A democracia não é e nunca será uma confraria de amigos. Jane, como líder sindical, conseguiu algumas conquistas pelo poder de mobilização que tinha à frente da entidade. Agora a bola está com a atual direção. Estaremos de olho para ver qual o poder de fogo que a direção tem para aprovar as legítimas demandas da categoria.

A incoerência do Partido Novo

Está repercutindo muito mal para o Partido Novo a incoerência de sua praxis política. Ao invés de apoiarem seu candidato à presidência da república, Romeu Zema, preferem passar pano para a corrupção de Flavio Bolsonaro. Os princípios que deram origem ao Novo se deterioram em pouco tempo, seja sobre alianças, receber fundo eleitoral e agora, no combate à corrupção. Mas está mantido o princípio neoliberal de PRIVATIZAR TUDO. Se elegerem Flavio Bolsomaster, provavelmente, o projeto vai dar certo.

Print retirado da internet
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Voltamos ao controverso tema dos moradores em situação de rua

A situação dos moradores de rua continua sendo o principal gargalo social de Joinville. Rodrigo Coelho, pré-candidato a deputado federal pelo MDB, se posicionou em entrevista a Enio Alexandre. Três questões precisam ser pontuadas:

1 – Internação Compulsória: Coelho tem razão quando diz que a liberdade precisa de limites se a pessoa não tem mais controle sobre suas ações devido ao uso de drogas. Ouso dizer que nesses casos, a internação compulsória pelo Estado é a única forma de resgatar a dignidade para restabelecer a humanidade. Deixá-lo nas ruas é irresponsabilidade dupla. Primeiro com quem precisa urgente de ajuda e segundo com a sociedade que sofre com pequenos furtos, agressão e com dejetos fecais deixados nas calçadas das residências ou do comércio.    

2 – Dignidade da Dependência: Essa questão foi trazida pelo vereador Mateus Batista (UB). Segundo ele, em reunião com técnicos do governo federal, esse foi o argumento apresentado para liberar o Cartão Bolsa Familia para os moradores de rua que se drogam. Se for verdade, é um absurdo que merece o repúdio social. A dependência química destrói qualquer possibilidade de dignidade e enriquece o traficante.     

3 – A Solução: nem todos os moradores de rua são dependentes químicos. Estes devem ser convencidos a saírem das ruas através de política da assistência social, mas os usuários de drogas devem ser retirados das ruas sob ações coordenadas e conjugadas pela representação do Poder Público Executivo, Legislativo e Judiciário. A prefeita Rejane Gambin esteve em São Paulo. Poderia conhecer também o modelo de Chapecó, citado por Rodrigo Coelho. A sociedade civil organizada deve exigir soluções assertivas e humanistas e não aceitar a tal da “dignidade da dependência”. Isso é um escárnio.

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Seminário sobre Autismo organizado por Fernando Krelling foi um sucesso  

Parabéns à Alesc e ao mandato do deputado Fernando Krelling (MDB), pelo seminário que debateu o Autismo em Joinville. A mobilização e o sucesso de público no evento mostram que essa é uma pauta que deve ser tratada com todo carinho, atenção, celeridade e políticas públicas efetivas. Famílias, profissionais, educadores e pessoas comprometidas com a inclusão mostraram que essa causa não pode mais ficar à margem das discussões. “Precisamos capacitar profissionais, acolher as famílias e garantir oportunidades para que cada pessoa no espectro possa desenvolver todo o seu potencial”, disse Krelling. 

Antidio Lunelli apimenta a disputa ao Senado

A pré-candidatura de Antidio Lunelli foi lançada perante uma multidão em Jaraguá do Sul, mostrando a força de sua gestão e o reconhecimento dos jaraguaenses. Esse movimento fortalece João Rodrigues e consolida a chapa social democrática. Até porque, as últimas pesquisas Mapa e Nexus dão Jorginho Mello eleito no primeiro turno. Mas, na política o que hoje é, amanhã pode não ser. Agora Espiridião Amim tem com quem se abraçar na disputa pelo Senado. Carol De Toni e Carlos Bolsonaro que fiquem com as barbas de molho. Já Décio Lima, mais uma vez vai correr por fora como ocorreu quando se elegeu prefeito de Blumenau em 1996.

Foto: Divulgação

Rápidas

- O projeto do Teatro Nicodemus está dando o que falar. Comerciantes estão sendo retirados do entorno do antigo Cine Palácio e indenizados ou realocados para área com baixo movimento e longe do Terminal Central. A insatisfação é grande.

Foto: Divulgação
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- Juristas catarinenses pretendem questionar o vínculo de Carlos Bolsonaro com SC, na esteira do que ocorreu com Sérgio Moro que tentou se candidatar ao Senado por São Paulo. Por 4 x 2, Moro teve que se candidatar pelo PR. A candidatura imposta pelo clã carioca deve enfrentar problemas.

Foto: Divulgação

- Uma das pautas mais reivindicadas de Joinville é a pavimentação. Pensando nisso, a Comissão de Urbanismo da CVJ debate sobre acelerar meios de reduzir o déficit desse anseio popular. Os vereadores Lucas Souza (Rep) e Adilson Girardi (MDB), foram os propositores. Se resolver essa demanda, Rejane Gambin cai nas graças do povo.

Foto: Mauro Artur Schlieck

- Se o projeto 175/2026 do vereador Henrique Deckmann for aprovado, as mulheres poderão receber gratuitamente e utilizar spray de pimenta para se proteger de meliantes em violência doméstica ou tentativa de feminicídio. Será um instrumento de defesa pessoal.

Foto: Mauro Artur Schlieck

- O União Brasil de Joinville vai para a disputa eleitoral com duas mulheres. Para deputada federal, Tania Larson com a pauta em defesa dos animais e para deputada estadual, a influencer digital e policial militar, Emily Pereira, com a pauta da segurança pública.

- “Tá difícil vender SC”: foi o que falou a doutora em Educação Marisa Zanoni em um podcast. Segundo ela, o número de turistas em SC vem diminuindo devido à imagem xenofóbica que certas pessoas, sejam empresários ou políticos, vem destacando sobre o estado catarinense. Veja:

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*Esta coluna está sendo escrita pela equipe do Chuville Notícias enquanto o nosso colunista político, Rafael do Nascimento, se recupera de um problema de saúde. Todas as boas energias para sua boa recuperação!    

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