ESTAMOS DE OLHO: Vereador punido, lei da Ficha Limpa sendo alterada e mais!
Enquanto os crimes contra o Estado Democrático de Direito são julgados, outros temas estão passando quase despercebidos. Mas aqui na nossa coluna a gente explica direitinho pra você! .
Joinville e o Brasil seguem nos brindando com cenas que misturam escândalo, descaso e até boas doses de ironia. Da Câmara de Vereadores que fecha os olhos para o óbvio, ao Senado que “passa a boiada” enquanto todos olham para o julgamento do golpe, passando pelas saias justas do jornalismo e pelos bastidores quentes da política local. É nesse mosaico de contradições que a coluna de hoje se debruça: mostrando a Joinville real, os eventos que movimentam a cidade e as escolhas que cabem ao povo.
União Brasil enxergou o que Joinville e o MP não quiseram ver
O vereador Mateus Batista (União Brasil) segue acumulando feitos nada honrosos em sua curta carreira parlamentar. Primeiro, afrontou o decoro com declarações que escancararam preconceito e intolerância. Depois, passou da linha da grosseria para o crime de racismo – e, ainda assim, o Ministério Público manteve um silêncio constrangedor, como se nada tivesse acontecido.
Na Câmara de Joinville, o “tapete” foi mais útil que o regimento: varreu-se o caso para debaixo dele. Mas, em Brasília, o próprio União Brasil nacional não passou pano. O partido decidiu tomar providências contra o vereador, reconhecendo o óbvio que aqui, curiosamente, ninguém quis reconhecer. A punição? Foi suspenso em sua participação partidária até julgamento interno ser finalizado.
Ironia das ironias: foi o partido quem agiu, não o Legislativo e nem o Ministério Público. Fica a pergunta: quantas instituições precisam falhar para que a política local continue refém da vergonha?
Enquanto todos olham para o golpe, Moro “passa a boiada”
Enquanto o Brasil acompanha, com atenção e indignação, o julgamento da tentativa de golpe de Estado orquestrada pela família Bolsonaro, o Senado aproveitou a cortina de fumaça. Quem puxou a fila foi ninguém menos que Sérgio Moro (União Brasil-PR), o ex-juiz que virou senador, e que, ironicamente, sempre se vendeu como “paladino da moralidade”.
Na surdina, Moro articulou a aprovação de um projeto que desconfigura a Lei da Ficha Limpa, justamente uma das conquistas mais simbólicas da sociedade contra a impunidade e a corrupção. Traduzindo: abriram brecha para políticos com condenações voltarem à cena eleitoral com muito mais facilidade.
É a clássica estratégia do “passar a boiada”: quando todos estão atentos a um escândalo, empurram outro pela lateral. O recado é claro: em Brasília, a prioridade continua sendo blindar os de sempre, não importar quantas vezes precisem rasgar as promessas de ética na política.
Repórter em apuros e professoras sinceronas
Em Araranguá, no último sábado (30), o repórter Douglas Márcio viveu um daqueles momentos que todo jornalista teme em transmissão ao vivo: a resposta sincera demais.
Enquanto tentava ser simpático na praça Hercílio Luz, Douglas perguntou a um grupo de professoras o que elas costumavam conversar nas horas vagas. A pedagógica resposta: “Falamos dos alunos, dos projetos e, principalmente, mal do governador Jorginho Mello”.
Douglas, sem saída, agradeceu e tocou a reportagem, fingindo naturalidade. Mas ficou claro que, nesse intervalo, a nota de improviso foi das professoras – e o governador, mais uma vez, virou matéria obrigatória de crítica no magistério catarinense.
Saia justa para o repórter, mas uma aula de sinceridade para quem assistia.
A Joinville real que o prefeito não mostra
Na propaganda oficial, Joinville é a cidade da inovação, da mobilidade fluida, da saúde exemplar e da educação modelo. Mas, fora da maquiagem e da perfumaria da Prefeitura, existe a Joinville real – aquela que o joinvilense enfrenta todos os dias.
O trânsito continua um caos sem solução, com gargalos que a engenharia de tráfego insiste em não resolver. A iluminação pública é precária, a educação carrega graves problemas e, na saúde – o calcanhar de Aquiles do município – a situação beira o abandono.
O SINSEJ denunciou que o Pronto Atendimento Sul está há mais de 10 dias sem aparelho de raio-x, deixando pacientes em filas intermináveis ou obrigados a buscar exame em outras unidades. O caso de uma idosa de 77 anos, que esperou horas com dores abdominais, ilustra bem o descaso.
Enquanto a população sofre, a prioridade do prefeito não é consertar o que falta, mas criar cargos comissionados que nada resolvem. Essa é a Joinville que não aparece nos vídeos institucionais: a cidade onde falta saúde, sobra descaso e onde o marketing vale mais que a realidade.
6º Pirão com Linguiça da AMOSFA promete casa cheia
No próximo sábado, 13 de setembro, a partir das 11h30, a sede da AMOSFA Floresta (Rua Carlos Pahl, 187 – Bairro Floresta) será palco do tradicional 6º Pirão com Linguiça. O evento já entrou para o calendário comunitário da Zona Sul e promete ser um dos mais concorridos do ano, reunindo moradores, convidados e diversas lideranças políticas de Joinville e da região.
Serão duas modalidades: consumir no local ou retirar. Os ingressos são limitados e vendidos apenas de forma antecipada pelo número (47) 99972-0698, com Eraldo.
Além da boa comida e da confraternização, o Pirão da AMOSFA reforça o papel da entidade como espaço de integração comunitária e também como termômetro político, capaz de atrair atenção para demandas do bairro e para a cena eleitoral que se aproxima.
Redes sociais:
📘 Facebook: Amosfa Floresta
📷 Instagram: @amosfa2022
ll
Prêmio Conecta entra na reta final da primeira etapa
O Prêmio Conecta – Os Melhores do Ano está chegando à reta final da sua primeira etapa de consulta popular. Até o dia 12 de setembro, qualquer pessoa pode acessar o site www.premioconecta.com.br e votar de forma espontânea nos mais lembrados em 15 categorias.
É a chance de reconhecer quem faz a diferença em Joinville e dar voz à comunidade para destacar os melhores em cada área. Não deixe de participar e registrar o seu voto.






