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ESTAMOS DE OLHO: Vereador impune, PSD articulado, Bolsonaro condenado e mais!

Qual o futuro da eleição presidencial e estadual a partir de agora? Câmara de Vereadores de Joinville passa pano para vereador xenofóbico? Estas e outras análises na nossa coluna semanal! .

ESTAMOS DE OLHO: Vereador impune, PSD articulado, Bolsonaro condenado e mais!

Se depender da Câmara, vereador fica impune

Com a ajuda silenciosa da própria Câmara de Joinville, o vereador Mateus Batista deve passar ileso após seu discurso xenofóbico contra o povo do Pará — gente querida e trabalhadora. Questionei um vereador sobre a possibilidade de cassação, e a resposta foi desanimadora: “Não tem clima e nem voto”, disse a fonte. Ou seja, a impunidade está em curso. Agora, cabe ao povo paraense e a todos os cidadãos que prezam pela dignidade humana pressionarem o Legislativo a agir. Se a punição não vier agora, no futuro será quase impossível colocar ordem na casa. A pergunta que fica é: até quando vamos aceitar vereadores que confundem mandato com licença para humilhar quem trabalha e sustenta esse país?

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João Rodrigues vivo e forte na corrida eleitoral

O PSD catarinense deu uma demonstração de musculatura no dia 11 de setembro, em Balneário Camboriú. Mais de 2 mil pessoas — entre prefeitos, deputados estaduais, lideranças nacionais e até representantes de outras siglas — lotaram o evento. Café com autoridades, coletiva de imprensa e uma grande festa marcaram a noite que reafirmou João Rodrigues como um dos nomes mais fortes rumo a Florianópolis. Enquanto outros ainda tateiam cenários e estratégias, João já se movimenta como candidato de verdade, com estrutura, discurso e público fiel. Quem achava que ele seria apenas coadjuvante, já pode rever os cálculos: João Rodrigues está mais vivo do que nunca e com a faca nos dentes.

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Prefeito Adriano critica Carlos Bolsonaro

O prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), não economizou palavras ao criticar o PL e a família Bolsonaro. Motivo: a tentativa de empurrar goela abaixo a candidatura do vereador carioca Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. O incômodo é claro — o NOVO já tem seu nome para a disputa e busca caminhar ao lado de Jorginho Mello. A cena revela mais que um desentendimento pontual: a direita bolsonarista em Santa Catarina começa a se fragmentar em feudos, cada um querendo impor seu escolhido. E quando a direita se engalfinha em público, quem comemora é o PT, que pode receber de bandeja uma vaga que parecia impossível. A pergunta que fica: será que o “exército de Bolsonaro” vai conseguir marchar junto ou vai se autodestruir antes mesmo da eleição?

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Bolsonaro condenado — golpe, fim de linha ou pré‐campanha dramática?

A Primeira Turma do STF atingiu ontem (10) um marco inédito no Brasil: Jair Bolsonaro foi condenado por 4 votos a 1 por participação em uma trama golpista, articulação para abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes graves. A pena? 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado.

Sim, isso mesmo: o ex-presidente, que aos olhos de muitos parecia intocável, agora passa a ter nos autos do STF uma sentença pesada chamada em nome da democracia. E sim, haverá ainda muitos recursos — “inelegível”, “prisão domiciliar”, “tornozeleira eletrônica” são palavras que devem aparecer enquanto a máquina judicial gira mais devagar do que a retórica bolsonarista.

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O voto que se destaca é o de Luiz Fux, o único dissidente: ele absolveu Bolsonaro da maioria das acusações, alegando falta de provas de ligação direta ou de comando em alguns atos executórios. Mas a maioria viu nos documentos, depoimentos, vídeos, iniciativas políticas desde 2021 até os dias do 8 de janeiro, um “núcleo crucial” de articulação.

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O cálculo do PSD sobre Lula 2026

Conversei ontem com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, um dos maiores articuladores políticos do país. Perguntei direto ao ponto: Lula ganha em 2026? Ele respirou fundo, pensou e respondeu sem rodeios: “Hoje, sim. Mas até lá, muita coisa pode mudar.” A avaliação é clara: no momento, Lula tem vantagem — até porque Donald Trump, nos EUA, virou cabo eleitoral involuntário, lembrando a todos os riscos da extrema-direita. Mas, segundo ele, o tempo não joga a favor do petista. A aposta é que Lula perca fôlego até 2026 e acabe derrotado por uma coalizão de centro-direita.

Fechamento provocativo:

Ou seja, nem no núcleo da política tradicional se acredita mais em favoritismos eternos. O jogo está aberto e a pergunta que fica é: quem vai conseguir se apresentar como o rosto confiável da tal “coalizão de centro-direita”? Porque discurso já tem de sobra — o que falta é candidato que una.

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