ESTAMOS DE OLHO: Rodrigo Coelho no MDB, catarinense no Conselho de Ética e mais!
Não soube dessas? Então confira a coluna desta semana e fique bem informado sobre muito mais! .
Universidade (nem tão) Gratuita
O governador Jorginho Mello (PL) está cada vez mais enrolado para explicar as irregularidades do programa Universidade Gratuita. O projeto, que foi vendido como a salvação do ensino superior para os catarinenses de baixa renda, está se mostrando uma verdadeira propaganda enganosa — e das caras.
Não bastasse a fila de reclamações sobre a burocracia interminável e a falta de clareza nas regras, agora surgem indícios preocupantes: estudantes de famílias ricas — com plenas condições de bancar suas mensalidades — estariam sendo beneficiados com dinheiro público. O programa que deveria ser uma ponte para quem não tem recursos virou atalho para quem já anda de carro blindado.
E aí, governador, quem são os “espertos” que estão se beneficiando disso? Tem algum sobrenome famoso na lista? Tem empresário, político ou filho de peixe nessa rede? A transparência sumiu?
Enquanto isso, estudantes realmente necessitados seguem penando com documentação, indeferimentos injustos e promessas vazias. O governo do Estado prefere investir em manchete de jornal do que em justiça social. A lógica é simples: gasta-se mais com a maquiagem do que com o tratamento.
Estamos de olho, Jorginho. E a pergunta que não quer calar: o senhor vai encarar uma CPI ou vai continuar fugindo das perguntas difíceis?
Gambin, like não é argumento
A vice-prefeita de Joinville, Rejane Gambin, resolveu mostrar que está de olho… nos likes da extrema-direita. Jornalista de formação e agora pré-candidata a deputada federal, Gambin soltou um vídeo tentando surfar na onda do populismo digital ao criticar o STF por julgar a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet.
O problema? O argumento dela é tão fraco quanto o café servido em reunião de gabinete. Sem embasamento jurídico, sem profundidade no debate, e com um exemplo completamente desconectado da realidade. O vídeo parece mais uma tentativa desesperada de agradar ao público bolsonarista do que uma manifestação séria sobre liberdade de expressão ou responsabilidade nas redes.
O que está em jogo no STF é o equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, mas para Rejane o que está em jogo é só engajamento — custe o que custar. Porque nessa lógica, vale tudo: desinformar, distorcer, lacrar. Só não vale falar a verdade com responsabilidade.
Joinville merece mais do que vídeos mal produzidos e opiniões mal formuladas. Se Rejane quer ser deputada federal, seria bom começar a estudar leis de verdade e parar de repetir bordões vazios da bolha radical.
Estamos de olho, Gambin. E, por aqui, curtida sem conteúdo não vale voto.
Joao Rodrigues está incomodando
Novo capítulo da briga entre o caboclo de Nonoai, João Rodrigues, e o governador Jorginho Mello. A ordem partiu de cima: Jorginho mandou seus aliados da imprensa baterem em João. Só que o homem não leva desaforo para casa e respondeu com vídeo cheio de ironia e, claro, meias verdades. Um dos jornalistas defensores do governador foi lá e revidou também. O clima esquentou. Mas no fundo, a gente sabe: ninguém bate em quem não incomoda. Essa briga é por espaço, por controle da base Bolsonarista, e principalmente, por poder. Enquanto isso, o povo segue esperando por políticas públicas — mas recebe só fogo amigo. Estamos de olho. Em todos. Sem exceção.
A dança das cadeiras já começou (e o baile nem abriu ainda)
A eleição de 2026 ainda está longe no calendário, mas na prática, o jogo já começou faz tempo. A movimentação nos bastidores da política está frenética — e em Joinville, a dança das cadeiras está mais animada do que festa de debutante com banda de forró.
O ex-deputado federal Rodrigo Coelho oficializou hoje, 2 de julho, sua entrada no MDB. Vai compor dobradinha com o deputado estadual Fernando Krelling, que tentará a reeleição. MDB, que até outro dia parecia meio apagado em Joinville, agora quer voltar com tudo. Mas será que o eleitor vai comprar esse “novo velho” pacote?
Enquanto isso, o ex-prefeito de Araquari, Clenilton Pereira, está de malas prontas para deixar o PSD rumo ao União Brasil. E do outro lado, o Coronel Armando saiu do PL e já se abrigou no PP. É partido pra cá, partido pra lá, e nenhum compromisso real com ideologia ou coerência. A única ideologia em jogo é a do “quem me dá mais chance de me eleger”.
Tudo isso nos mostra que a eleição já está sendo costurada nas sombras — com alianças pragmáticas, composições por conveniência e traições silenciosas. Mas o povo está vendo. Cada troca de sigla revela mais sobre os interesses pessoais do que sobre projetos para a cidade, o estado ou o país.
Estamos de olho. E vamos continuar apontando cada movimento nessa pista de dança onde quem dança mesmo é o eleitor.
Um catarinense no Conselho de Ética da Câmara em Brasília
Em meio aos constantes holofotes sobre Brasília, a notícia da posse do deputado Fabio Schiochet (União) na presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, surge com um misto de esperança e ceticismo. Afinal, este órgão composto por 21 titulares e seus suplentes, é o guardião das poucas rédeas que buscam controlar o comportamento dos parlamentares na Câmara. É aqui que se decide desde uma suspensão simbólica até a temida cassação de mandato, o verdadeiro cartão vermelho da vida política.
Schiochet, com seu histórico como secretário de Comunicação e presidente de comissões importantes como Minas e Energia e Defesa do Consumidor, chega para um mandato de dois anos, sucedendo Leur Lomanto Júnior. Sua experiência prévia, embora relevante, ainda precisa provar ser suficiente para navegar pelas turbulentas águas da ética no parlamento.
A fala do novo presidente, ao classificar a cassação de um mandato como o “pior momento” para o Conselho, é compreensível. Ninguém quer ser o algoz do voto popular. No entanto, é precisamente nesse ponto que reside a maior fragilidade (e a maior responsabilidade) da atuação do colegiado. Quando a retórica da “defesa da democracia” e do “respeito à Casa” é usada para justificar uma hesitação em punir condutas inaceitáveis, a linha entre a proteção do voto e a conivência com o desmando torna-se perigosamente tênue.
Os números recentes não mentem: 35 representações contra parlamentares nos últimos dois anos. Isso não é apenas uma estatística; é um grito silencioso sobre a necessidade urgente de mais rigor e menos complacência. O desafio de Schiochet e de todo o Conselho de Ética não será apenas julgar casos, mas sim restabelecer a confiança de que a impunidade não será a regra.
Prefeito Adriano e Sinsej: acordo à vista?
Ontem (1º), o prefeito Adriano Silva e a nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej) sentaram para conversar. Em uma reunião pacífica e democrática, Adriano vendeu a imagem de bom administrador, admitindo negociar alguns pontos. Um deles foi o PL nº 24/25, que trata do estatuto do servidor. Novas reuniões serão feitas com a categoria para discutir também avanços no vale alimentação, que está com valor abaixo de cidades como Araquari e Blumenau, além da progressão de carreira, que não contempla todas as categorias na Reforma Administrativa, atualmente em trâmite na Câmara. Reforma esta que pretende destinar mais de 50 cargos de chefia comissionados, com impacto financeiro de quase R$ 100 milhões anuais.
Boa vontade ou o tempo será esticado até às eleições do ano que vem? Quem viver, verá.








