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ESTAMOS DE OLHO: Homenagem a Lula no carnaval, escala 6x1, Érico Vinicius e mais!

Para começar a semana de carnaval informado, falamos do desfile em homenagem a Lula, embates no Judiciário, debate sobre o fim da escala 6x1 e o cenário eleitoral que se desenha para 2026. Entre serpentinas e pierrot, o Brasil não para.

Atualizado em 16/02/2026 às 20:02, por Rafael do Nascimento.

Imagem de um detetive segurando uma lupa.

Lula foi sábio em manter distância da homenagem da Unidos de Niterói!

Diz o ditado que prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. A escola de samba homenagear Lula em ano de eleição é dar munição aos adversários, ainda mais quando o TSE será presidido pelos bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça. Deveriam ter deixado para 2027. A acusação de que a escola ganhou dinheiro público é sofisma para enganar a torcida extremista, até porque todas as escolas são contempladas com verba pública das três esferas.

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Na Resolução 23.457, o TSE não considera propaganda antecipada exaltar as qualidades dos pré candidatos sem pedido explícito de voto. O desfile ocorreu. Lula, no camarote da Marquês de Sapucaí, foi exaltado. Bolsonaro, na Papudinha, foi humilhado, retratado como o palhaço Bozo e enjaulado em um carro alegórico com tornozeleira. Janja não desfilou. Coube à oposição o chororô de quem não tem projeto para o país, restando futricas, denuncismos vazios e fake news de quem sente a “dor no cotovelo”.

Toffoli é derrubado da relatoria do caso Banco Master!

O ministro do STF Dias Toffoli, quando sorteado como relator, deveria ter se declarado impedido. Afinal, ele sabia de seu envolvimento com Daniel Vorcaro, que teve o celular apreendido quando foi preso pela PF. Preferiu impor sigilo absoluto ao processo. Resultado? Conversas com Vorcaro sobre transações financeiras da venda do Resort Tayaya ao fundo Arllen, administrado pela Reag, ligado ao Banco Master e no centro da investigação da Operação Carbono Oculto, com suspeita de lavagem de dinheiro pelo PCC.

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A conclusão possível sobre o sigilo, provavelmente, foi para se blindar, o que alimenta a narrativa bolsonarista contra o STF. Sem o Supremo, o caos se instala e a democracia se torna uma quimera, tudo o que querem os oráculos do extremismo neofascista. Quem assumiu o caso foi o ministro terrivelmente evangélico André Mendonça. Um vídeo esclarecedor no Instagram


 

Próximo alvo: Xandão!

Com o ministro Toffoli na lona, ato contínuo para os próximos alvos. Alexandre de Moraes está na imediata alça de mira. Relatório da PF será entregue ao ministro Fachin com diálogos apreendidos com executivos do Master e deve agravar a situação de Xandão. Consta que o ministro seria citado em diversas conversas encontradas no celular de Vorcaro, inclusive sobre diálogos que tratariam de pagamentos, provavelmente do suposto contrato, que ainda não apareceu, de R$ 130 milhões com sua esposa.

Nos últimos dias, Moraes foi fiel defensor de Toffoli na Corte, mesmo diante do avanço das informações que tornaram insustentável a relatoria do colega. Há algo de podre no reino do Brasil.

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Erico Vinicius, do Novo, será candidato a deputado federal pelo Novo!

A Coluna esteve na Câmara de Vereadores e conversou com ele. Com perfil fleumático, o empresário contou sua história de como foi parar na política. “Eu senti que era momento de mudança e busquei me filiar ao Novo porque me identifiquei com o programa e a ideologia do partido”, disse. Em 2018, somou 9.550 votos, praticamente sem fazer campanha. Em 2020, se elegeu vereador com 3.504 votos e foi reeleito em 2024 com quase o dobro, 6.689 votos.

Em dezembro de 2024, seu mandato devolveu à instituição o valor de R$ 1.034.597,99. A primeira reeleição sempre é a mais difícil. O resultado mostra que fez um bom trabalho para o seu eleitorado. Se for eleito deputado federal, pretende focar na desburocratização, segurança jurídica e fiscalização do governo federal, mas com longanimidade.

 

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Carlos Castro e Leandro Schmitz do Chuville durante entrevista com o Vereador Érico Vinicius - Foto: Chuville


Fim da jornada 6x1 deverá ser aprovada!

Segundo Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, a aprovação da pauta deve ocorrer em maio. “O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás”, disse. Erika Hilton, do PSOL, e o presidente Lula são os grandes protagonistas da articulação desse projeto. Com a prisão de Bolsonaro, as pautas que tratam da vida real do povo brasileiro passaram a ganhar os holofotes do debate público, como deve ser.

Cipla sob controle operário reduziu a jornada para 30 horas semanais em 2006!

A Cipla, sob controle dos trabalhadores entre 2002 e 2007, aprovou, em dezembro de 2006, a redução da jornada para 30 horas semanais, gerando a fúria das entidades de classe burguesa como Fiesp e Abiplast. O feito foi o principal motivo para o juiz acatar e dar a canetada que resultou na intervenção judicial em 31 de maio de 2007.

“Já pensou se a moda pega?” é uma das frases marcantes de sua sentença, que encerrou o comando histórico e operário da fábrica. O jornalista Carlos Castro fala sobre a experiência no Canal do Chuville. 

 

Miley vai na contramão do Brasil impondo jornada de 12h diárias na Argentina!

A classe trabalhadora argentina se levantou contra a motosserra de Javier Miley, que aprovou no Senado o aumento da jornada de 8h para 12h diárias e o chamado “salário dinâmico”, eufemismo para corte de direitos. O cheque de US$ 20 bilhões de dólares que Trump deu a Miley tornou a Argentina um protetorado político dos EUA, sob influência da Internacional Fascista, como laboratório para implantar políticas de neoescravidão.

O debate no Brasil, protagonizado por Lula e Erika Hilton, do PSOL, é para reduzir a jornada 6x1. Na Argentina, o debate da jornada de 12h diárias vai para a Câmara dos Deputados. Isso será pedagógico nas eleições deste ano. Os brasileiros vão perceber de que lado está a centro esquerda e qual a política defendida por Tarcisio de Freitas ou Flavio Bolsonaro, os nomes do mercado e seus candidatos ao parlamento, que aplaudem a neoescravidão dos hermanos. A verdade será escancarada.

Padre ordena que apoiadores de Nikolas Ferreira saiam da igreja!

Os leitores desta Coluna sabem que eu abomino o bolsonarismo, porém jamais vou compactuar com o extremismo reverso. Os democratas, progressistas e humanistas precisam de equilíbrio, discernimento e sabedoria emocional para lidar com as patuscadas de Nikolas e a horda bolsonarista delirante. A democracia tem o devido processo legal para ser usado contra esses radicais extremistas.

O padre Flavio Ferreira Alves, da Paróquia Santa Efigênia, em Caratinga, Minas Gerais, poderia e deve, sim, em sua homilia, fazer críticas severas às atitudes anticrísticas de Nikolas. Mas mandar sair da igreja quem concorda com o deputado mineiro reproduz o mesmo modus operandi dos sectários extremistas.

Jesus transbordou amor para a humanidade e, sim, enfrentou os vendilhões do templo, inclusive com chicote, para ver o nível de sua fúria, mas nunca mandou seus discípulos expulsarem fariseus e saduceus de suas pregações. Ao contrário, falava as verdades na cara deles, “hipócritas”, “raça de víboras”, “sepulcros caiados”, o que levou à sua crucificação para que a profecia se cumprisse. Com a repercussão negativa, o padre pediu perdão aos fiéis.

O extremismo é um sectarismo radical incurável que pode ter a guerra como desfecho!

Ele avoluma e esgarça as relações sociais até eclodir em uma guerra civil ou mundial. Foi assim com o surgimento do fascismo nos anos 20 e com a eclosão da Segunda Guerra, em 1939, quando Hitler invadiu a Polônia. Karl Marx tem a famosa frase: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

O Führer alemão tinha o país na mão quando decidiu tomar a Europa a partir da invasão da Polônia. O desfecho foi a tragédia, com 80 milhões de mortos e o Holocausto como o apogeu da insanidade humana, na tentativa do “bigodinho” se tornar a versão germânica de Napoleão Bonaparte.

Eventual conflito mundial promovido pelos EUA será uma farsa!

Já a democracia estadunidense e as relações sociais no país estão esgarçadas. Trump sabe que, se houver impeachment, sai da Casa Branca e vai direto para “Alcatraz”, sem direito à fuga da Rocha, com Ed Harris, Nicolas Cage e Sean Connery. A CNN estima que os democratas têm 82% de chances de liderarem o parlamento.

Portanto, Trump precisa criar fatos que levem o país à guerra para impedir as eleições de novembro. Foi a queda das Torres Gêmeas, em setembro de 2001, que manteve George Bush Jr. na presidência dos EUA. Uma eventual invasão da Groenlândia pode ser a fagulha para um conflito mundial ou a derrocada definitiva de Trump, por meio de um levante popular para derrubar a farsa.

Afinal, não custa lembrar a frase de Einstein: “Não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial será travada, mas a Quarta Guerra Mundial será travada com paus e pedras”.

Rápidas

  • O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, afirmou que o próximo presidente da República não vai herdar um país em “terra arrasada”. Sendo ele um dos oráculos do mercado, essa afirmação é a sentença de que o governo Lula foi muito assertivo na condução econômica.

     
  • Apoiador de Bolsonaro se acorrenta a vaso sanitário em protesto à prisão de Jair Bolsonaro, em frente à Havan de Parauapebas, no Pará, com cartaz escrito “Bolsonaro livre. Bozine”. Vergonha alheia.


     
  • O Tio do Biscoito sofre agressão verbal covarde de um bolsonarista fanático e cego. Vejamos um único elemento de análise sobre o sucesso do governo Lula sobre Bolsonaro. Em 2022, os aeroportos tiveram 97 milhões de passageiros. Em 2025, a aviação bate recorde com 130 milhões de viajantes em aeroportos.

     
  • Steve Bannon, em mensagens trocadas com Jeffrey Epstein, disse que precisava manter nos bastidores a articulação para eleger Bolsonaro em 2018. “Diga me com quem andas e eu te direi quem és”, diz o ditado popular. O vídeo do professor João Cezar de Castro Rocha é esclarecedor.


     
  • A inteligência artificial vem tomando protagonismo com possíveis consequências graves à cognição e à existência humana. O psiquiatra Augusto Cury faz uma reflexão pertinente sobre as consequências das IAs.


     
  • Problema de parcos conhecimentos sobre economia leva o mercado a ficar em alerta com a candidatura de Flavio Bolsonaro. Tarcisio de Freitas, o preferido, foi triturado pelo clã. Esse vazio de certezas deve favorecer a reeleição de Lula.


     
  • Causa estranheza a ida de Reinaldo Azevedo para o portal Metrópoles, do banqueiro André Esteves, após sair do UOL. Seria para contrabalançar o bolsonarismo de seus colunistas?

Rafael do Nascimento

Rafael é joinvilense, advogado desde 2008, nascido no Boa Vista e criado no Jarivatuba.