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ESTAMOS DE OLHO: Entenda porquê Adriano Silva poderá não mais ser o vice de Jorginho, Carol de Toni vai sair do PL e mais!

A coluna desta quinta-feira (05) está recheada de informações, análises e os bastidores da política e economia de Joinville e Santa Catarina. Estamos em ano eleitoral, então as notícias costumam mudar muito rápido.

Atualizado em 05/02/2026 às 17:02, por Rafael do Nascimento.

Imagem de um detetive segurando uma lupa na mão.

A epopeia às avessas na política catarinense em algumas notas

A política catarinense vive um vendaval de emoções e confusões. É traição e imposição goela abaixo para todo lado no extremismo bolsonarista. O clã com o pai, filhos e esposa é o epicentro do Twister que deve reeleger Lula, talvez no primeiro turno, colocando em risco a reeleição do governador Jorginho Mello. O apalavrado na política costuma ter valor de respeito e admiração, mesmo aos opositores, já a traição teve caracterização singular desde Cesar, na Roma antiga. O imperador dizia que “amava as traições, mas odiava os traidores”

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Lula em março, desidratando nas pesquisas, corria o risco de sofrer impeachment. Nos bastidores do poder, Ciro Nogueira (PP) que chamava Bolsonaro de fascista, tornou-se seu ministro chefe da Casa Civil e, em áudio vazado, afirmava que iriam sabotar o governo para derrubar Lula. Foi quando o filho 03 de Jair, numa síndrome de narcisismo extremo, resolveu virar o jogo para...Lula, com taxações e viralatismo crônico nas terras do Tio Sam. Dudu conseguiu deixar Lula imbatível em todas as pesquisas eleitorais
 

O Anti-Midas e a ave de arribação

Em SC, Carlos Bolsonaro (PL) bagunçou o coreto e a banda está perdida sem saber que sinfonia tocar. Ao perceber sua candidatura ao Senado ameaçada por Carolina de Toni, com apoio aberto de Michele Bolsonaro que é desafeta do enteado, articulou ao papai para intervir. Jorginho que já havia descartado a parceria com o MDB na indicação do vice, substituindo a vaga ao prefeito Adriano Silva (Novo), recebeu o veto vindo da Papudinha. 

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Valdemar da Costa, presidente do PL, teve que fazer o serviço sujo de vir a público, propor o descarte de Adriano e substituir a indicação de vice para Carol de Toni. O 02 de Jair é a ave de arribação no mal presságio de sua não eleição e de levar a reeleição de Jorginho para as cucuias. Já o ex-presidente em tudo o que vem tocando vira antônimo de Midas (refere-se a uma pessoa ou gestor que, por incompetência, arrogância ou má gestão, transforma tudo o que toca em fracasso). Porém, apostam no analfabetismo funcional que domina 35% dos catarinenses. 
        

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Carol de Toni já entendeu o recado e vai sair do PL

Em entrevista a Willian Fritzke, ocorrida hoje (05) na Rádio Studio FM de Jaraguá do Sul, Carol deu a letra das imposições nos bastidores. Valdemar deixou claro que irá intervir no PL catarinense se o desejo do clã não for realizado, ou seja, ela ser vice de Jorginho e as duas vagas do Senado serem de Carlos e Amim. “Querem me manter no PL e depois me enrolar e dizer que não sou candidata”, disse. João Rodrigues saliva pela sua candidatura ao Senado pelo PSD, mas ela descartou dizendo que não vai trair Jorginho. Mas na política, como se diz que até os bois voam, o que é hoje, amanhã pode não ser mais. 
 

Prefeito Adriano foi fritado por Valdemar em praça pública

A pedido de Jair, o presidente do PL, Valdemar da Costa, fritou o prefeito de Joinville em praça pública da Ágora virtual. Se tivesse um pingo de dignidade, já deveria ter rompido o acordo e criado o fato político de que não é fantoche ou brinquedo do clã. Seria mais coerente inclusive com sua correta declaração contra a candidatura de Carlos Bolsonaro. A manutenção de seu nome pode levar a uma intervenção nacional do PL, além de deixar Rejane Gambin vítima da cólera dos traídos e dos aliados de João Rodrigues. 
 

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Cenário improvável do extremismo pode eleger Décio Lima ao Senado

Enquanto o bolsonarismo autofágico se engalfinha, Décio Lima (PT) corre por fora apresentando e inaugurando obras significativas do governo Lula para SC, além de estar à frente do SEBRAE com resultados positivos. Aposta no reconhecimento dos eleitores moderados de centro e da esquerda para se eleger senador. O filme da disputa lembra o cenário que o elegeu prefeito de Blumenau em 1996. Décio derrotou candidatos tradicionais da cidade e era considerado como o líder das causas improváveis.     
  

Cleiton Profeta vai para ofensiva na defesa de seu mandato

A situação peculiar de Cleiton Profeta (PL), ameaçado de expulsão por Mauricio Peixer, presidente do PL joinvilense, pode levá-lo a se filiar ao PSD com a vaga garantida para disputar como deputado federal e com possibilidades concretas de eleição. Nas sessões iniciais desse ano, expôs a relação de Peixer com a família de Adriano Silva, proprietária do Laboratório Catarinense e falou sobre as “ameaças, chantagens e tentativas de intimações” que vem sofrendo do PL. “Vão me expulsar e vão tentar cassar o meu mandato, porém, não vou me calar e não vou recuar”. 
 

Profeta, o Cavalo de Tróia de João Rodrigues

Se o PL tem inteligência política, já percebeu que Profeta se tornou um “Cavalo de Tróia”, minando e desgastando o partido por dentro para a felicidade de João Rodrigues (PSD). Portanto, se tirar o tema da pauta, esvazia o discurso do vereador. Com o sonho de ser deputado federal, a situação vai obrigá-lo a se desfiliar, porém, a regra diz que o mandato é do partido. O embate vai parar na Justiça. Há menos de dois meses do prazo para troca partidária (2 de abril), o tempo fica exíguo para Profeta conseguir garantir sua candidatura em outro partido pelo tempo lento do imbróglio judicial. Nessa situação, pode ficar sem o mandato de vereador. Com esse desfecho, quem assume a vaga de Profeta é Cassiano Ucker, um dos grandes articuladores da última legislatura. Ele dobrou a votação, mas não conseguiu a reeleição. Seu retorno à Câmara seria um ganho social.  
  

As aneiras proferidas por Cleiton Profeta na Tribuna da Câmara

O vereador Cleiton Profeta voltou com a corda toda para atacar os programas sociais do governo Lula e da “esquerda”, inclusive do governo Adriano pela manutenção do Restaurante Popular, que dá de comer a milhares de pessoas todos os meses com preços módicos de R$ 2,00 a R$ 12,00. No seu ímpeto de lacrar para a torcida extremista, desconsidera que a fome é o pior e mais indigno dos males sociais e o programa Gás do Povo não pode esperar a pessoa vulnerável ter emprego para garantir o cozinhar dos alimentos. E essa criatura se diz cristão da moral e bons costumes. Interessante que não há fala alguma sobre a isenção de impostos de bilhões ao agro e setores produtivos na sua verve argumentativa liberal. O dito cujo deveria conhecer os fundamentos do Walfare State europeu antes de falar asneiras na Tribuna da Câmara.   
           

Voltamos ao Estado de Exceção em SC?

SC vive um colapso de valores morais e civilizatórios. Nosso estado, que se diz contra a corrupção, teve 30 prefeitos bolsonaristas presos por corrupção, 10% dos gestores das prefeituras catarinenses. Vanessa Brasil, coordenadora do Movimento Vida além do Trabalho, panfletando em praça pública de Florianópolis, um material que denunciava os deputados que votaram pelo fim das cotas raciais, foi atacada pela deputada estadual, Ana Campagnolo (PL), que passou a acusar Vanessa de calúnia e junto à vice-prefeita da capital, determinou a Polícia Militar para levar Vanessa à delegacia e apreender os panfletos. Isso tem nome e se chama Estado de Exceção, que lembra os tempos da ditadura.   
 

SC não precisa de cotas porque é um estado de supremacia branca

O programa Universidade Gratuita do governo Jorginho foi auditado pelo TCE, que constatou milhões de reais bancarem estudantes ricos e milionários. O governador destruiu o Programa Bolsa Estudante para jovens vulneráveis não abandonarem a atividade escolar para chegarem ao ensino superior. Agora com o choque que recebeu do TJSC e da PGR, que determinaram ao STF a derrubara da Lei anti-cotas, Jorginho vem com a narrativa de que o estado é majoritariamente branco, não precisa de cotas e que essas deveriam ser para o público de baixa renda, sem importar a cor ou raça. Balela para enganar a torcida. Em cada cavoucada tem uma minhoca nova para nos deixar estupefatos.     
 

Rápidas

- Jorginho Mello se declarou negro em 2018 quando se inscreveu como candidato ao Senado e, ao governo em 2022, se declarou branco. Será que temos a versão tupiniquim barriga verde de Michael Jackson? Pior é que agora passou a defender a supremacia branca de SC. 

Pedro Uczai será o líder do PT na Câmara dos Deputados. Ter essa deferência no ano eleitoral com as projeções que o cargo possibilita e com sua verve retórica, está com mais uma reeleição garantida. 

- Governo Adriano estuda a possibilidade de tirar o Terminal Urbano do Centro. Aquele espaço com a Praça da Bandeira e Dario Sales poderia se tornar um parque gastronômico e cultural, quem sabe com uma Concha Acústica para promover eventos e shows locais e nacionais. Seria uma boa hein?

- Polícia Civil de Blumenau fez uma operação na Câmara de Vereadores e prendeu o vereador bolsonarista Almir Vieira do PL, sob acusação de rachadinhas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Vale a reflexão de Odair Tramontin. Veja o vídeo:


 

- Presidente da Câmara, Diego Machado, alfinetou o partido Novo no noivado com o PL. Disse que Adriano é maior que o partido. O problema é que já se vislumbra um divórcio antes do beijo do casamento. Como descrito na última Coluna, o forno está ligado, assando as batatas, seja da situação ou da oposição. O tempo dirá quem será quem. 

- Caso Orelha tem investigação concretizada pela Polícia Civil sobre o autor do crime, porém, há perguntas e desconfianças não resolvidas. Já há apelo nacional para a federalização do caso. Veja o vídeo:


 

- Jornalista da TV Band se insurge contra fala do delegado geral de SC, Ulisses Gabriel, pelo uso da barbárie cruel cometida contra Orelha como palanque político na guerra direita x esquerda. Veja o vídeo:


 

- Seis deputados catarinenses votaram contra o programa Gás do Povo, que amplia o acesso de 5 para 15 milhões de brasileiros de baixa renda. É um descalabro. São eles: Zé Trovão (PL), Julia Zanatta (PL), Ricardo Guidi (PL), Daniel Freitas (PL), Gilson Marques (Novo) e Geovânia de Sá (PSDB). 

- A militância e deputados do PL, como não tem o que fazer, estão reproduzindo a caminhada do Nikolas para ganhar mais alguns minutinhos da mídia. Sargento Lima diz que vai caminhar 212 km. Quem sabe perde um pouco de peso e ganha resistência muscular. Como vai encerrar em Garuva, precisa cuidar com a chuva e os raios.

- A vice-governadora de SC, Marilisa Boehm, em missão oficial na Suíça, percorreu centros de excelência tecnológica no Cantão de Berna e articulou parcerias e cooperação empresarial entre o estado e o país para vinda de investimentos europeus no Brasil e na América do Sul. O Chuville deu essa. 

- Leonel Camasão fala da treta entre uma juíza e o filho do governador, Felipe Mello, que travou o direito de a juíza ser promovida a desembargadora. Veja a história:


 

- O senador Espiridião Amin questionou as indicações de Lula ao STF, conforme as regras democráticas. Logo ele que foi prefeito biônico de Florianópolis, imposto pela Ditadura Militar. Como bem diz Afrânio Boppré no vídeo, chega a ser irônico:


 

- As salas de aula das escolas catarinenses serão vigiadas por câmeras. Alegam maior segurança para alunos e professores. Mentira. Até porque o mesmo não ocorre com quem deveria ter câmera, os policiais militares. A reflexão do Professor Cadu vai na veia:


 


Rafael do Nascimento

Rafael é joinvilense, advogado desde 2008, nascido no Boa Vista e criado no Jarivatuba.