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ESTAMOS DE OLHO: Crianças virando mercadoria, deputados passando vergonha e mais!

A análise dos principais fatos políticos da semana, afinal você precisa ficar bem informado sobre os bastidores e sobre o que você não viu por aí! .

ESTAMOS DE OLHO: Crianças virando mercadoria, deputados passando vergonha e mais!

Congresso em liquidação: leve sua anistia, pague com vergonha

A Câmara Federal resolveu assumir de vez o papel de balcão de negócios da impunidade. Sob a lupa da Polícia Federal e o olhar atento do ministro Flávio Dino no STF, nossos ilustríssimos deputados resolveram vender a alma — e o resto da dignidade — em troca de um passe livre para o “Mito” e sua trupe golpista.

O Centrão, sempre ágil quando o assunto é salvar a própria pele, fez um pacto explícito com o PL: eles empurram a PEC da Bandidagem e da Imoralidade goela abaixo, e em troca o PL garante prioridade para a anistia dos criminosos de 8 de janeiro. É o famoso “você finge que trabalha, eu finjo que voto, e todos saímos livres, leves e soltos”.

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a utilidade dessa legislatura, aí está a prova: não legislam para o povo, não produzem nada de relevante, mas se desdobram em malabarismos jurídicos e políticos para manter Bolsonaro longe da cadeia. Trabalhar pelo país? Nem pensar. Trabalhar para o réu-mor? Sempre.

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Cassação à vista: MP pede silêncio à fábrica de fake News

Sim, senhoras e senhores, não é delírio. A possibilidade da Jovem Pan sair do ar é real e já está na mesa. O Ministério Público de São Paulo pediu a cassação do registro da emissora, alegando que a rádio se transformou, nos últimos anos, numa espécie de sucursal oficial da desinformação e da propaganda bolsonarista.

O MP sustenta que a Jovem Pan abusou do direito à liberdade de imprensa, utilizando o microfone não para informar, mas para espalhar fake news, fomentar discursos de ódio e criar um ambiente de radicalização política. Não à toa, muitos a apelidaram de “rádio do golpe”.

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Na prática, a acusação é simples: a Jovem Pan deixou de ser veículo de comunicação para virar palanque. Em vez de jornalismo, militância descarada; em vez de debate, ataques coordenados; em vez de democracia, saudades da ditadura. O resultado? Está na mira da Justiça, que agora avalia se é saudável para a democracia permitir que continue no ar.

E, convenhamos, se confirmada a cassação, será um daqueles raros momentos em que o silêncio pode, finalmente, falar mais alto.

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Do público ao privado: crianças viram mercadoria em Joinville

Na última quarta-feira, a vereadora Vanessa da Rosa (PT) fez o que se espera de qualquer parlamentar: foi fiscalizar. O alvo da vez foi o CEI Iramar João Viana, no Cubatão. A obra está pronta há meses, mas continua de portas fechadas. Após pressão, a Secretaria de Educação e a organização social responsável juraram que a unidade abrirá em outubro.

Até aí, seria mais uma novela joinvilense de atraso na entrega de obras. Mas o problema é muito mais grave: o CEI foi construído com dinheiro público, mas será gerido como se fosse empresa privada. Do professor à merenda, tudo será terceirizado.

E não se engane: isso não é exceção, é regra. Todos os novos CEIs de Joinville estão sendo entregues de mão beijada à iniciativa privada, em um processo silencioso de mercantilização da educação infantil. O discurso é de eficiência; a prática, de precarização.

Em bom português: a prefeitura constrói, paga e depois terceiriza. O povo financia e o privado administra. Uma equação perfeita para quem acredita que criança é número de contrato e educação é negócio.

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Do respeito à intolerância: Joinville assiste a um barraco oficial

O presidente da Câmara de Joinville, vereador Diego Machado (PSD), resolveu comprar briga com as religiões de matriz africana ao apresentar um projeto de lei para acabar com seus rituais. Ou pelo menos parte deles. Argumento? O clássico “tem gente que não gosta, tem medo” — como se democracia fosse feita sob medida para agradar plateia seletiva.

Mas, para dar um ar de diálogo, foi convocada uma audiência pública. E aí, meus amigos, a coisa descambou de vez. O encontro que deveria ser de escuta e respeito virou um espetáculo de intolerância: o presidente da Casa parecia tomado por um espírito autoritário de quinta categoria, gritando, batendo boca e quase partindo para o confronto físico com um pai de santo.

No fim, tivemos de tudo: barraco, ofensas, histeria… só faltou mesmo debate sério e respeito. Uma audiência pública que mais parecia uma novela mexicana sem roteiro, mas com direito à intolerância religiosa servida no prato principal.

Se o objetivo era mostrar grandeza política, o que se viu foi exatamente o oposto: um vereador possuído pela ânsia de mandar mais do que dialogar. Joinville merecia muito mais que esse espetáculo de coronelismo travestido de preocupação moral.

Depois o autor do projeto, vereador Diego, foi às suas redes sociais dizer que aprecia o debate, mas não tolera distorção dos fatos. Mas não vi ninguém de religião de matriz africana aplaudir a proposta…

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Deputados ocupados: salvando o Estado das cotas que não existem

E lá vamos nós outra vez. A Assembleia Legislativa de Santa Catarina conseguiu produzir mais uma pérola legislativa que beira o surrealismo. O deputado Alex Brasil (PL) apresentou um projeto para proibir cotas por identidade de gênero em concursos públicos. Sim, você leu certo: em pleno 2025, a grande batalha da Alesc é contra vagas que simplesmente… não existem.

O texto ainda prevê uma multa de R$ 100 mil para qualquer edital que ouse desobedecer a genialidade do parlamentar. Na justificativa, Alex até faz um contorcionismo retórico para parecer razoável, dizendo que políticas afirmativas “podem ser legítimas”, mas — veja só — quando se trata de identidade de gênero, a coisa vira ameaça à ordem pública.

Enquanto isso, os verdadeiros problemas de Santa Catarina seguem firmes e fortes: falta de professores, hospitais lotados, estradas esburacadas, comunidades inteiras pedindo socorro após enchentes. Mas, claro, a prioridade é combater cotas que não existem.

A pergunta que não quer calar: será que faltam questões sérias para trabalharem, ou a Alesc vai virar fábrica de cortina de fumaça?

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