Esgoto de prisão de Joinville pode ser ligado à rede pública
Solução é discutida há cerca de dois anos e deve ser encaminhada no segundo semestre de 2026 para tentar reduzir o mau cheiro reclamado por moradores.
O problema do esgoto do Complexo Prisional de Joinville e o mau cheiro no entorno da unidade foram discutidos nesta terça-feira (11) pela Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores. Moradores da região reclamam há anos do odor, e a principal solução apresentada durante a reunião foi ligar o sistema de esgoto do complexo à rede pública.
A reunião foi solicitada pelo vereador Lucas Souza (Republicanos), que afirmou ter cobrado a Companhia Águas de Joinville (CAJ) sobre uma solução para o problema. Atualmente, o complexo possui uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) própria, operada por uma empresa terceirizada, mas está localizado em uma região que ainda não conta com rede pública de esgoto.
Ligação à rede pública
Segundo o superintendente regional norte do Sistema de Polícia Penal, André Felipe Dias, há cerca de dois anos são discutidas com a CAJ alternativas para ligar a estação do complexo à rede pública. Ele informou que uma reunião com o setor responsável pela estrutura do sistema penal deve ajudar a acelerar os procedimentos necessários para a mudança.
A engenheira Larissa Raquel Cerdeira afirmou que o complexo mantém uma empresa contratada para operar a estação e tratar o esgoto produzido no local. A previsão apresentada durante a reunião é concluir os encaminhamentos no segundo semestre de 2026, até o fim do ano.
Solução provisória
Como a região ainda não possui rede pública de esgoto em frente ao complexo, a CAJ estuda uma alternativa temporária para receber o material tratado pela unidade.
A diretora da companhia, Janine Smania Alano, explicou que a intenção é encontrar um ponto próximo onde o esgoto possa ser encaminhado para a rede existente até que a estrutura definitiva chegue ao complexo.
Segundo o gerente comercial da CAJ, Felipe Vieira de Luca, depois da assinatura do contrato, a obra deve levar cerca de seis meses. Ele afirmou que não será necessário abrir uma nova licitação, pois a companhia já possui um contrato vigente que permite a execução do serviço.
A expectativa é que a medida reduza o problema de odor enquanto a rede pública definitiva não chega ao Complexo Prisional de Joinville.






