Em nova fiscalização, mais lares de idosos foram interditados
Fiscalizações nas chamadas ILPI’s têm ocorrido em Joinville nas últimas semanas, em uma ação conjunta do Ministério Público, Vigilância Sanitária e Conselho Municipal do Direito do Idoso. .
Em um desdobramento de ações fiscalizatórias intensificadas, instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) que operavam clandestinamente em Joinville foram interditadas nesta quarta-feira (10). As fiscalizações, conduzidas pela 12ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, Vigilância Sanitária local e pelo Conselho Municipal dos Direitos dos Idosos (Comdi), revelaram um cenário preocupante de irregularidades, culminando no fechamento imediato das unidades.
As inspeções, minuciosas e focadas na garantia dos direitos e da segurança dos idosos, identificaram uma série de problemas críticos. Entre as principais constatações, destacam-se a precariedade da infraestrutura, o descumprimento de normas regulatórias essenciais, a ausência de profissionais qualificados para o cuidado com os residentes e a notória falta de medidas de segurança adequadas.
Diante do quadro alarmante, a Vigilância Sanitária municipal agiu prontamente, determinando a interdição das instalações inspecionadas. A medida visa proteger os idosos que estavam sob os cuidados dessas instituições, garantindo que sejam realocados para ambientes seguros e que cumpram as exigências legais.
“Nestes locais onde o trabalho é desenvolvido de forma clandestina, o risco está presente o tempo todo. Não há qualquer fiscalização dos órgãos competentes e, portanto, pode acontecer qualquer coisa naquele ambiente, e a pessoa fica totalmente vulnerável. Por isso, é necessário que o familiar entre no ambiente onde o idoso vai dormir, veja onde ele vai passar a maior parte do tempo, onde vai comer, saber se há funcionários para atendimento e, principalmente, se conta com Alvará Sanitário vigente. Cercar-se de todos os cuidados é essencial”, salientou a promotora Graziele dos Prazeres Cunha.
A operação reforça o compromisso das autoridades em combater as práticas ilegais e assegurar que as ILPIs operem dentro da legalidade, oferecendo um serviço de qualidade e dignidade aos idosos da comunidade.
Os nomes das ILPI’s interditadas, no entanto, não foram divulgados.




