Segunda-feira, 14 de setembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Início Joinville Caixão para o Billy Esportes Coisarada Seus Pilas Saúde Política
Região Região — tudo São Chico Araquari Barra do Sul Itapoá Garuva
Colunas Colunas — tudo Política - Estamos de Olho! Cultura - Pierre Porto Guia gastronômico Saúde - Mentalidade Consciente
Café com Chuville no rádio! Rede Mais pelo Jornalismo
Publicidade
/apidata/imgcache/ef5a2e95d402d6efa536eb09ca11f9a7.webp?banner=top&when=1789366404&who=6

El Niño deve chegar antes e mudar inverno em Santa Catarina

Fenômeno climático pode antecipar chuvas e reduzir frio no estado; impacto mais forte é esperado na primavera.

Centro de Monitoração da Defesa Civil do Estado
Centro de Monitoração da Defesa Civil do Estado - Foto Thiago Kaue - Secom Gov SC

Santa Catarina deve sentir os efeitos do El Niño antes do previsto em 2026. O fenômeno, normalmente associado à primavera, já apresenta sinais de desenvolvimento e pode influenciar o clima a partir de julho, ainda durante o inverno.

A projeção foi apresentada no Fórum Climático Catarinense, que reúne órgãos como Defesa Civil, Epagri/Ciram, AlertaBlu, IFSC e UFSC. Segundo os especialistas, há mais de 80% de probabilidade de formação do El Niño entre junho e agosto, com tendência de intensificação ao longo da primavera.

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno altera a circulação atmosférica e impacta diretamente o regime de chuvas. Para Santa Catarina, isso costuma significar precipitações acima da média e temperaturas mais elevadas.

No inverno, a tendência é de mais chuva e períodos de frio menos intensos e duradouros. Já entre setembro e novembro, o impacto deve ser mais significativo, com aumento expressivo dos volumes de chuva.

Publicidade
/apidata/imgcache/1dccaf5006b5f13c4794921225667476.webp?banner=postmiddle&when=1789366404&who=6

Apesar disso, especialistas alertam que a ocorrência de eventos extremos não é automática. “Um El Niño forte não implica, necessariamente, em eventos extremos, mas torna a atmosfera mais favorável a essas ocorrências”, afirma a meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil de Santa Catarina.

Nos próximos meses, a mudança deve ocorrer de forma gradual. Maio ainda apresenta chuvas irregulares e abaixo da média. A partir de junho, a frequência de instabilidades aumenta, com possibilidade de temporais mais intensos e acumulados superiores aos padrões históricos, que variam entre 100 mm e 150 mm no período.

Em relação às temperaturas, o frio deve aparecer, principalmente em junho, mas com episódios menos frequentes e de curta duração ao longo do trimestre.

Diante do cenário, a Defesa Civil de Santa Catarina intensificou ações de monitoramento e prevenção. O estado ampliou a rede de observação, que conta com 172 estações meteorológicas e hidrológicas, além de quatro radares. Também houve reforço na equipe técnica e realização de simulados para preparação de resposta a desastres.

Publicidade
/apidata/imgcache/003a2f7b9557499e3a7d1c73df680496.jpeg?banner=postmiddle&when=1789366404&who=6

O órgão orienta que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e siga as recomendações oficiais, especialmente durante períodos de instabilidade mais intensa.

O Chuville publicou em suas redes sociais, um alerta do meteorologista Piter Scheuer sobre os possíveis efeitos do El Nino em Santa Catarina.

Publicidade
/apidata/imgcache/003a2f7b9557499e3a7d1c73df680496.jpeg?banner=postmiddle&when=1789366404&who=6

Leia também