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EDITORIAL: O Diabo Veste Prada 2 mostrou o fim do jornalismo?

Um dos filmes mais aguardados dos últimos anos estreou ontem (30) nas salas de cinema mundiais. Mais do que entretenimento, o filme de Meryl Streep e Anne Hathaway evidenciou o perigo de uma sociedade que enxerga o fim do jornalismo sem reagir.

Imagem mostra os quatro protagonistas do filme O Diabo Veste Prada 2
Foto: Divulgação

A estreia do longa

, a mais aguardada depois de um hiato de 20 anos, aconteceu nesta quinta, finalizando o mês de abril. Quem assistiu nos cinemas do Brasil se encantou com personagens icônicos, como Miranda e Andy. Alerta de spoiller: várias referências foram usadas e o público entendeu muito bem.

Mas para além do entretenimento, qual foi a mensagem que o filme passou para o jornalismo nos dias de hoje? Que uma das funções sociais mais importantes da humanidade está ameaçada.

O jornalismo de 2006, na primeira versão do filme, era um. Vinte anos depois, é completamente diferente. Sua base, seus princípios, são atemporais e continuam sendo exigidos para quem defende o bom exercício da profissão. Mas o modo de se fazer tá bem diferente. Jornais e revistas impressas são raros. Tudo migrou para o digital. As redes sociais, que engatinhavam em 2006, hoje são a principal referência de anúncios, ultrapassando a tradicional TV e outras mídias, como rádio e outdoor.

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Além disso, a polarização política mundial tem descredibilizado a função jornalística. Na prática isso quer dizer menos recursos, redações cada vez mais enxutas, equipes inteiras sendo demitidas (como mostrou bem o filme) e veículos tradicionais fechando as portas. O exemplo mais recente deste fechamento inacreditável foi a rádio Eldorado, de São Paulo.

É difícil entender como a população mundial deixou de consumir o jornalismo na sua mais pura missão, para valorizar conteúdos rápidos, geralmente feitos por inteligência artificial ou por influencers, que se dizem jornalistas. É mais fácil prender a atenção nos três primeiros segundos após uma dancinha ou modinha da época do que se aprofundar em um texto ou análise factual.

No Diabo Veste Prada 2, a saga de Andy Sachs começa logo no início do longa, quando descobre que ela e sua equipe inteira tinham sido demitidos, mesmo estando em um evento de premiação pelo seu trabalho jornalístico. Quem nunca passou por uma situação parecida, que atire a primeira pedra. Pois bem, nenhuma pedra caiu por aqui.

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Algumas ações têm sido louváveis para “salvar” o jornalismo dessa crise existencial. Uma delas é a Rede Nacional Mais Pelo Jornalismo, a qual o Chuville Notícias faz parte. Idealizada pela líder de mailing no Brasil, a I'max, a rede MPJ é uma plataforma onde integram mais de 50 veículos jornalísticos de todo o Brasil. O objetivo é claro: oferecer uma plataforma tecnológica, com suporte e ferramentas de indexação e relevância, com zero custo ao jornalista.

Segundo a CEO da I'max, Fernanda Lara, o “vazio de notícias” ficou evidente nos últimos 10 anos, com o fechamento de mais de 13 mil veículos de imprensa no Brasil. Falta de anunciantes? Tecnologia? Mudança social?

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O filme, que estreou no mundo todo neste dia 30 de abril, mostrou um futuro sombrio para o jornalismo. Mas também apontou uma esperança: a reinvenção. E é isso que estamos fazendo aqui em Joinville, com o apoio da MPJ.

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