EDITORIAL: O Chuville conquista o primeiro milhão de acessos à multiplataforma
Como é fazer jornalismo em Joinville, considerando os dados de junho de 2026 às nossas plataformas: site, Instagram, Facebook, TikTok, Youtube, além do nosso canal e grupo no WhatsApp.
Há quem conte aniversários em velas. Nós preferimos contar através de histórias e informações. Julho marca os três anos do Portal de Notícias Chuville. Três anos podem parecer pouco para quem mede o tempo pelo calendário. Mas, para quem faz jornalismo independente no Brasil, três anos equivalem a uma pós-graduação em resiliência, uma especialização em paciência, um doutorado em ouvir divergências mantendo a elegância sem capitular às pressões.
E eis que o melhor presente chegou antes mesmo do parabéns. Estamos alcançando UM MILHÃO de acessos em nossa multiplataforma. Confessamos: o número impressiona. Em dezembro comemorávamos 150 mil acessos. O crescimento foi tão expressivo que, se fosse promessa de campanha, muita gente desconfiaria. Como é resultado de trabalho, preferimos agradecer.
Este MILHÃO pertence aos leitores. É um milhão de vezes em que alguém decidiu trocar o ruído pela informação e análises sérias e corretas. Um milhão de oportunidades em que uma notícia venceu um boato. Um milhão de pequenos votos de confiança em um tempo no qual a verdade precisa disputar espaço com versões, narrativas e, muitas vezes, completas obras de ficção e delírios que insistem em se apresentar como realidade.
Vivemos uma época curiosa e preocupante. Nunca houve tanta informação circulando e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil encontrar quem tenha disposição para conferir se ela é verdadeira. A internet democratizou a palavra, o que é excelente, mas também pulverizou os especialistas em tudo, mesmo que não entendam de quase nada.
Há quem acorde médico, almoce economista, jante jurista e vá dormir cientista político. Tudo isso entre uma postagem e outra nas redes sociais. Nós continuamos acreditando naquela velha mania chamada jornalismo: ouvir todos os lados, conferir documentos, separar fatos de opiniões e publicar apenas aquilo que pode ser sustentado pela verdade possível dos acontecimentos. É um método antigo que continua funcionando.
Esquerda, Centro, Direita. O Chuville escolheu a trincheira do jornalismo independente comprometido com a notícia. Quando o Poder Público acerta, registramos. Quando erra, apontamos. Quando promete, cobramos. Quando entrega, reconhecemos. Não fazemos oposição por esporte nem situação por conveniência. Fazemos jornalismo. Pode parecer uma diferença pequena. Não é.
Em tempos de militâncias apaixonadas, a independência costuma desagradar simultaneamente todos os extremos. E talvez isso seja um dos melhores elogios que um veículo de comunicação possa receber. Outra satisfação silenciosa nos acompanha desde o primeiro dia. Em três anos, nunca fomos sequer notificados por calúnia, injúria ou difamação. Não porque sejamos perfeitos. Estamos muito longe disso. Erramos, corrigimos e seguimos aprendendo.
Há uma enorme distância entre um erro honesto e uma mentira deliberada. Essa fronteira nunca estivemos dispostos a atravessar. Fake news não é liberdade de expressão. É fraude. É mentira. Abominamos isso porque mentiras não fortalecem a democracia. Apenas alimentam a desconfiança.
Como costuma dizer um de nossos colaboradores, passou da hora de deixarmos a adolescência das redes sociais para entrarmos na maturidade da informação. Crescer exige responsabilidade e esta nunca esteve na moda. Talvez por isso seja tão necessária.
O Chuville também cresceu. Ajustamos nossa linha editorial. Construímos pontes importantes, como a parceria com a Rede Nacional Mais Pelo Jornalismo. Reforçamos nossa equipe com profissionais experientes em gestão, marketing e jornalismo. Não buscamos crescer rapidamente. Estamos crescendo no tempo certo.
Árvore que só cresce para cima costuma tombar no primeiro vendaval. As que criam raízes permanecem. E são essas raízes que hoje queremos celebrar. Elas têm o nome de nossos leitores, anunciantes, parceiros, colunistas e colaboradores. Pessoas que entenderam que jornalismo sério não nasce por geração espontânea. Ele custa tempo, dedicação, estrutura, inteligência, coragem e, sobretudo, confiança.
A vocês devemos muito mais do que audiência. Devemos credibilidade. O primeiro milhão é apenas um número. O que realmente nos orgulha é imaginar que, atrás de cada acesso, existe uma pessoa que decidiu confiar alguns minutos do seu dia ao nosso trabalho. É uma responsabilidade enorme. E, felizmente, ela pesa menos que a vaidade e muito mais que os algoritmos.
Seguiremos fazendo o que sempre fizemos. Perguntando quando todos afirmam. Conferindo quando todos compartilham. Duvidando quando todos têm certeza. Porque o jornalismo talvez seja justamente isso: a arte de desconfiar para que a sociedade possa confiar.
Vale aqui uma citação do mestre Claudio Abramo: "O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter". A credibilidade leva anos para ser construída, minutos para ser perdida e, às vezes, uma vida inteira para ser recuperada.
Obrigado por caminharem conosco até aqui. O primeiro milhão passou. Agora começa a parte mais difícil. Merecer o segundo.
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