Terça-feira, 6 de outubro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Início Joinville Caixão para o Billy Esportes Coisarada Seus Pilas Saúde Política
Região Região — tudo São Chico Araquari Barra do Sul Itapoá Garuva
Colunas Colunas — tudo Social - Adri Buch Política - Estamos de Olho! Cultura - Pierre Porto Guia gastronômico Saúde - Mentalidade Consciente
Café com Chuville no rádio! Rede Mais pelo Jornalismo
Publicidade
PublicidadePublicidade

EDITORIAL: A quem interessou o cancelamento do debate na Globo ontem?

Globo corta a própria carne e fortalece audiência da mídia alternativa. E os candidatos?

urna eletrônica com o logo do Chuville na tela
Chuville vai fazer uma grande e inédita cobertura das eleições deste domingo, em parceria com o portal SC Real e o Jornal da Cidade (Foto: IA. meramente ilustrativa)

Uma tradição foi quebrada, na noite de ontem (01/10): o debate com os presidenciáveis na Globo, às vésperas da eleição, foi cancelado pela própria emissora. Sim, havia a possibilidade de o debate acontecer mesmo sem os principais players da disputa eleitoral - Lula e Flavio Bolsonaro - mas a emissora resolveu cancelar e emitir junto às instituições de classe uma nota onde afirmou ser vítima de decisões judiciais questionáveis, inviabilizando assim as regras do programa.

Vamos aos fatos.

Um dia antes a assessoria divulgou que Lula não participaria do debate na Globo, o que levou a emissora a afirmar que deixaria seu púlpito vazio. Ao saber disso, a assessoria jurídica de Lula entrou com uma ação pedindo que o púlpito vazio fosse retirado, afinal não havia sentido nisso. Enquanto isso, Flavio Bolsonaro afirmava publicamente que iria ao debate mesmo se Lula não fosse.

Entre o fim da tarde e o início da noite de ontem, ao tomar conhecimento que o candidato Renan Santos (Missão) teria derrubado a ação que o impedia de ir ao debate, Flavio Bolsonaro mudou de opinião e resolveu cancelar também sua presença. Já a Globo, ao invés de dar continuidade ao programa com os demais candidatos, colocando inclusive o púlpito vazio de Flavio, resolveu cancelar tudo. Na prática foi como se a criança dona dos brinquedos não quisesse mais brincar porque alguém mudou o tipo de brincadeira.

Publicidade
Publicidade

Enquanto os candidatos reclamavam, Lula recebia o Flow Podcast no Palácio do Planalto. Durante duas horas, o apresentador do canal de mais de 6 milhões de inscritos, Igor Coelho, conversou como se estivesse em um boteco com Lula. A audiência chegou a quase 2 milhões de pessoas simultâneas.

Já Flavio Bolsonaro fez uma live onde explicou a razão de sua desistência do debate. Aproveitou para afirmar que venceria a eleição já neste domingo, sem segundo turno e disse, de forma alterada, que Lula seria expulso do cargo da presidência após as eleições. Também acusou o Poder Judiciário de favorecer a campanha de Lula. Sua audiência foi de quase 500 mil pessoas simultâneas.

Publicidade
Publicidade

Hoje, dia seguinte, os principais analistas políticos do país foram praticamente unânimes em dizer que Lula saiu vitorioso após os fatos de ontem. E quem saiu perdendo foi a Globo, que cortou a própria carne em nome de um poder questionado pela mídia alternativa.

Também perdeu Flavio Bolsonaro, que não honrou sua palavra e, aparentemente, ficou com receio de enfrentar Renan Santos, um claro oponente que tem usado as redes sociais para fritar sua campanha, sobretudo com críticas contundentes sobre sua relação próxima com o caso Vorcaro e Banco Master.

Mas e daí?

Daí que duas lições podem ser tiradas depois de ontem. A primeira delas é que o cancelamento do principal debate eleitoral em TV aberta abriu um precedente histórico. O formato do debate em TV como conhecemos, com tempo limitado para cada candidato falar, já mostra sinais de desgaste, além de na prática não possibilitar ao eleitor saber quem é o candidato por trás do discurso pronto. Sem falar que os últimos debates presidenciais  foram baseados mais em ataques do que em propostas para o país.

Publicidade
Publicidade

A mídia independente capturou a audiência da mídia tradicional com uma conversa de duas horas, onde quem assistiu pode conhecer propostas, ouvir perguntas difíceis serem feitas e as respostas chegando a tempo de serem esclarecidas e até refutadas. Quem assistiu à entrevista de Lula viu uma conversa de boteco com a seriedade de um assunto delicado, como a eleição e o Brasil. Sem tempo limitado, sem assessoria no pé do ouvido, apenas uma conversa dentro da sua sala sobre tudo aquilo que você quer saber. Seria esse o futuro dos debates eleitorais?

Publicidade
Publicidade

A segunda lição que ficou depois de ontem é a nudez dos candidatos. Não a literal, mas a de propósito. Qualquer maquiagem caiu por terra e o leitor pode tirar suas próprias conclusões. Que papel cada um estava desempenhando até ontem - incluindo a Globo - e com que cara cada um ficou depois? E mais: quem de todos teve o argumento mais fundamentado?

Nunca o ditado antigo fez tanto sentido como agora: “Em terra de cego, quem tem olhos é rei”.

E se você leu até aqui, fique ligado, porque o Chuville Notícias - afiliado à Rede Nacional Mais Pelo Jornalismo - vai fazer uma grande e inédita cobertura das eleições deste domingo. Em uma parceria com o portal SC Real e o Jornal da Cidade, vai estar na rua com transmissão pelo youtube e redes sociais, com flashes durante o dia e um programa ao vivo a partir das 16h, acompanhando a apuração voto a voto até o fim.

Publicidade
Publicidade

O nosso site: www.chuville.com terá apuração dos votos em tempo real, em um sistema inédito linkado direto ao TSE, podendo filtrar dados por bairro e zona eleitoral. Joinville e mais 17 veículos de comunicação da Rede MPJ pelo Brasil, usarão a mesma base de dados. Acompanhe!

Publicidade
Publicidade

Leia também