Déficit de geriatras entra em debate em Joinville
Comissão de Saúde cobra contratações enquanto prefeitura aposta em prevenção e ampliação das Vilas da Saúde para atender população idosa.
A falta de médicos geriatras na rede pública de Joinville foi tema de debate na última semana (7) durante reunião da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores. O encontro reuniu parlamentares, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (Comdi) e integrantes da Secretaria Municipal da Saúde.
Segundo dados apresentados na reunião, Joinville possui mais de 85 mil idosos, o equivalente a cerca de 13% da população. A projeção é que esse percentual alcance 30% até 2050, ampliando a demanda por atendimento especializado.
Durante o debate, vereadores formalizaram uma moção apelativa solicitando que a Prefeitura realize a contratação de geriatras. Conforme a Secretaria da Saúde, um dos principais obstáculos é a dificuldade de atrair profissionais devido à concorrência com o setor privado, onde consultas particulares podem chegar a R$ 600.
A diretora de gestão estratégica da Secretaria da Saúde, Aline de Souza Berkenbrock, apresentou medidas previstas para os próximos anos. Entre elas está a aplicação do Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional (IVCF-20), que permitirá mapear idosos conforme o grau de autonomia e fragilidade clínica. A previsão é que o levantamento comece no segundo semestre de 2026.
A prefeitura também aposta na ampliação das chamadas “Vilas da Saúde”, com foco em atividade física, convivência social e promoção do envelhecimento ativo. Além disso, estão previstas capacitações para cuidadores e formação continuada para profissionais da rede municipal.
O vereador Henrique Deckmann (MDB) sugeriu o remanejamento de geriatras já concursados que atualmente atuam em unidades generalistas, como UPAs e UBSs. A proposta prevê a criação de polos regionais de atendimento especializado.
Já o vereador Diego Machado (PSD) defendeu que um dos polos seja instalado na UBSF de Pirabeiraba para ampliar o acesso da população da região.
A presidente do Comdi, Maria Teresinha Devegili, destacou a dificuldade de retenção de profissionais devido à diferença salarial entre o serviço público e a iniciativa privada.
Outra medida em discussão é a criação de um Centro de Convivência do Idoso, que deverá oferecer atividades de lazer, convivência e acompanhamento interdisciplinar voltado à qualidade de vida da população idosa.




