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Corrupção não é privilégio de um partido

Por Leandro Ferreira | Editor da Newsletter Guará Jornalismo e colunista político aqui no Chuville! .

Corrupção não é privilégio de um partido

Na foto. Policiais da 3ª Delegacia de Polícia Especializada no Combate à Corrupção (DECOR) se preparam para agir na Operação Desregulação – que envolveu busca e apreensão na Secretaria de Pesquisa e Planejamento Urbano

Governo do Novo em Joinville agora acumula dois procedimentos de investigação na Polícia Civil – por meio da Delegacia de Combate à Corrupção

Nesta semana, Joinville foi surpreendida com mais um caso de investigação de corrupção. Desta vez – um servidor é acusado de conluio com empresários num esquema para indicação e favorecimento em trâmites de regularização fundiária na cidade – justamente uma área que o prefeito Adriano Silva comemorava, até agora, números expressivos. 

O detalhe aqui – este caso envolveu busca e apreensão dentro da Secretaria de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville. Pois bem – antes de avançarmos, é preciso recuperar outro caso em investigação na atual gestão municipal. 

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Dias atrás, Adriano afirmou no programa Pânico. “Corrupção nós não pegamos no nosso governo”. Essa afirmação já era bastante imprecisa, para usar um termo conservador aqui. Neste momento – a Delegacia de Combate à Corrupção em Joinville – investiga outra denúncia de corrupção no governo, que envolve a oferta de terrenos do Ipreville para possível venda na cidade. A denúncia é de 2022,  o inquérito foi instaurado no primeiro semestre 2023 – e a investigação prossegue.

No caso mais recente – desta semana, a prefeitura fez um esforço para se afastar das irregularidades, e indicar que a investigação tem relação com fatos antigos, anteriores à atual gestão.

Mas este posicionamento é equivocado – e traz na verdade, embutido, uma espécie de dilema existencial ao partido Novo. É equivocado, e precipitado, porque a operação desta semana, coordenada pela Polícia Civil, fez busca e apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos. Tudo isso será investigado por 60 dias – e somente após esse período, as suspeitas poderão ser afastadas do atual governo – ou não.

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Mas isso tem a ver com a origem do Partido Novo. Se colocava acima dos demais partidos, não queria nem saber do Fundo Partidário (hoje utiliza) e se colocava acima da corrupção. Corrupção era coisa de político – eles não eram políticos, eram empresários.

Pois bem – com pelo menos dois casos em investigação na cidade de Joinville – já podemos afirmar. Todo esse conceito do Partido Novo está distante da prática – e trata-se, na verdade, de bobagem.

A corrupção não é exclusividade de um ou outro partido – ela existe e precisa ser combatida, investigada. Ela só não vai existir – ou aparecer – se você escolher colocá-la debaixo do tapete.

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