Construções em área de manguezal são demolidas no Ulysses Guimarães, moradores protestam
Quatro casas foram demolidas, na manhã desta quinta-feira (26), com embasamento de irregularidade, ou seja, as habitações foram construídas sobre área de manguezal.
Foto: Divulgação
Uma operação conjunta da Prefeitura de Joinville resultou na demolição de quatro imóveis em construção na manhã desta quinta-feira (26/3), no bairro Ulysses Guimarães. As estruturas estavam localizadas em uma zona de manguezal, classificada como Área de Preservação Permanente (APP). Segundo as autoridades, não havia moradores nos locais no momento da ação.
A ofensiva ambiental e urbanística mobilizou um grande contingente, incluindo a Secretaria de Meio Ambiente (Sama), a Guarda Municipal, a Polícia Militar e equipes das secretarias de Proteção Civil, Infraestrutura, Assistência Social e Habitação. A Celesc também acompanhou a operação para realizar o corte de ligações clandestinas de energia elétrica, conhecidas como "gatos".
O lado do município: fiscalização e monitoramento
A Prefeitura fundamenta a ação no Decreto 36.070/2019, que estabelece diretrizes para o monitoramento constante de áreas públicas e de preservação para evitar ocupações irregulares. O manguezal é um ecossistema protegido por lei federal devido à sua importância para a biodiversidade e proteção da costa.
O lado da comunidade: denúncias de abuso e intimidação
Apesar do posicionamento oficial, a operação gerou reação política. A vereadora Vanessa da Rosa (PT) acompanhou a ação. Segundo a parlamentar, as famílias locais relatam um clima de intimidação frequente. Os moradores afirmam que a presença da Guarda Municipal e da cavalaria da PM não tem sido apenas para fiscalização, mas para "assustar" a comunidade.
"A Guarda Municipal passa com diversos carros, cavalaria... até mesmo pessoas vão na frente das casas para intimidar. Hoje aconteceu a mesma coisa", relatou a vereadora, destacando o uso ostensivo de força na manhã de hoje.
A parlamentar contesta a legalidade das demolições, afirmando que os moradores afetados estariam buscando a regularização por meio do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Diante do cenário, será protocolado ofício junto ao Ministério Público, solicitando investigação sobre as demolições.
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Redação
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