Comissão de Saúde cobra mais vagas para dependentes químicos em Joinville
Vereadores pedem ampliação do acolhimento em comunidades terapêuticas e denunciam baixa oferta de vagas na rede pública. .
A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Joinville vai pressionar a Prefeitura a ampliar o número de vagas para tratamento de dependentes químicos, especialmente em comunidades terapêuticas. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (2), após reunião que contou com técnicos da Secretaria da Saúde e o depoimento de uma mãe que luta para manter o filho em tratamento.
Atualmente, o município dispõe de 20 vagas para internação — todas fora de Joinville, em unidades no Paraná — e não possui contrato próprio para acolhimento em comunidades terapêuticas. A oferta existente é limitada a dez vagas financiadas pelo governo estadual, por meio do Programa Reviver.
A gerente da Unidade de Serviços Especiais da Secretaria da Saúde, Ana Caroline Giacomini, explicou que o protocolo prioriza o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e que a internação só é indicada em casos extremos, com autorização médica (involuntária) ou decisão judicial (compulsória).
Ela também destacou a diferença entre “internação”, que é hospitalar, e “acolhimento”, realizado por comunidades terapêuticas que não são, necessariamente, unidades de saúde.
Durante a reunião, os vereadores Ascendino Batista (PSD), presidente da comissão, e Brandel Júnior (Podemos) defenderam o aumento imediato das vagas, tanto para internação quanto para acolhimento. Eles também cobraram mais organização por parte das comunidades terapêuticas para prestar serviços com respaldo clínico.
A comissão vai encaminhar uma moção de apelo, um pedido de informações e ainda pretende realizar diligências para cobrar ações efetivas do Executivo. Para os parlamentares, a atual estrutura está longe de atender à crescente demanda por tratamento de dependência química na cidade.




