Clima de insegurança é relatado por funcionárias da Maternidade Darcy Vargas
Segundo relatos, protocolos de segurança não são respeitados e são comuns assédios, ameaças e truculência por parte dos pais das crianças. Até pai com facão na UTI já foi denunciado. .
A maternidade pública de Joinville, Darcy Vargas, considerada referência em neonatologia e atendimento ambulatorial de alto risco, tem sido palco de insegurança relatada por funcionárias. De acordo com uma servidora pública que preferiu não ser identificada, na última semana a situação foi extrema, quando o pai de uma criança entrou na UTI neonatal com um facão, ameaçando a equipe inteira.
Ela conta que a situação ficou pior depois do aumento do número de mortes por parto normal na unidade. “A gente tem uma determinação que veio de cima, de fazer mais parto normal do que cesária, e nem todas as mães têm condições físicas para isso. Depois, em muitos casos a morte ou internação na UTI acaba acontecendo e é aí quando os problemas começam”, explica ela.
O caso das mortes dos bebês chegou a ser discutido em uma audiência pública na Câmara de Vereadores, no fim do mês passado, gerando grande repercussão.
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Homem com facão na UTI
Na última semana, o pai de um bebê internado chegou a entrar livremente na UTI armado com facão. Segundo relatos exclusivos ao Chuville Notícias, ninguém o parou. A situação só foi apaziguada com a chegada da Polícia Militar.
“Ele ameaçou toda a equipe, formada só por mulheres, agrediu verbalmente uma enfermeira, que registrou Boletim de Ocorrência e fez uma medida protetiva contra ele. Só que no dia seguinte ele voltou e ficou caçando ela pelos corredores. Na hora de ela bater o ponto para ir embora, tivemos que forjar a saída pra que ele não a visse. Trabalho ali há oito anos e nunca vi esse tipo de coisa”, lembra a servidora.
O homem foi tirar satisfação porque seu filho teria sido “picado” com agulha seis vezes, pois a mãe relatou a ele o que aconteceu. Porém, segundo a equipe de enfermagem, a criança está sendo tratada de um caso grave e era necessária injeção de plasma. Devido à condição física, as veias não estavam disponíveis, necessitando repetir a “punção”, técnica chamada para a administração de medicamentos venosos.
A equipe ainda relatou a esta reportagem sobre uma tragédia anunciada. A direção da maternidade Darcy Vargas estaria de braços cruzados, já a vigilância privada que existe na unidade estaria apenas protegendo o patrimônio físico.
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Investigações estão sendo realizadas
Procurada pelo Chuville Notícias, a Superintendência de Hospitais Públicos Estaduais disse que as ameças sofridas pelos servidores estão sendo investigadas pela Polícia Civil. Em nota, garantiu mudanças no protocolo de segurança interno da maternidade Darcy Vargas e que a equipe está sendo atualizada sobre as ações diante de casos críticos.
A parceria com a Polícia Militar teria sido aprimorada para aumentar as rondas, bem como ações coordenadas com a Guarda Municipal de Joinville, Conselho Tutelar e Promotoria Pública, dando sequência às situações que precisem da esfera judicial.
A Secretaria de Estado da Saúde reforçou o direito do acompanhante, desde que as normas da instituição sejam respeitadas. Afirmou ainda repudiar casos de violência sofridos pelos profissionais, enaltecendo o serviço humanizado e de qualidade à população.





