Celesc anuncia corte de cabos de operadoras clandestinas em SC
Fiscalização será intensificada para retirar fios instalados irregularmente em postes da rede elétrica.
As operações devem retirar cabos instalados por operadoras que atuam sem autorização ou responsabilidade técnica
A Celesc anunciou que vai intensificar a fiscalização contra operadoras de telecomunicações que utilizam postes da rede elétrica de forma irregular em Santa Catarina. A medida inclui a retirada de cabos instalados por empresas que não possuem contrato de compartilhamento com a companhia.
Segundo a companhia, as operações devem retirar cabos instalados por operadoras que atuam sem autorização ou responsabilidade técnica. A presença desses fios irregulares, de acordo com a empresa, contribui para a poluição visual nas cidades e pode representar riscos à segurança da população.
O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Tarcísio Rosa, durante um painel do II Congresso Internacional promovido pelo Procon de Santa Catarina, que discutiu a ampliação do programa Limpa Fio. A iniciativa é realizada em parceria com a Celesc, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e empresas do setor.
Nos últimos anos, cidades catarinenses registraram ocorrências envolvendo cabos soltos ou mal instalados, incluindo acidentes. A organização da rede compartilhada nos postes tem sido apontada como uma das medidas para reduzir esse tipo de problema.
Antes da retirada dos cabos, a Celesc informou que haverá comunicação prévia à população, já que a remoção das estruturas pode provocar interrupções temporárias em serviços de internet.
Durante o evento, também foi apresentada uma proposta em estudo para criar um canal telefônico único de atendimento das operadoras que utilizam os postes da rede elétrica. A ideia é disponibilizar um número 0800 que concentre os contatos das empresas, facilitando o registro de reclamações ou a identificação de responsáveis por cabos soltos.
Moradores podem denunciar cabos irregulares ou situações de risco aos canais de atendimento da Celesc ou do Procon estadual.

Redação
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