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Cannabis medicinal: projeto propõe distribuição gratuita em Joinville

Audiência pública debate uso terapêutico, custos e entraves legais para oferta pelo SUS municipal.

Imagem da planta da maconha ao lado do remédio feito à base do cannabidiol
Produção local, ao contrário da importação, foi um dos pontos discutidos na audiência - Foto: Cannalize

A Comissão de Saúde da Câmara de Joinville discutiu, em audiência pública nesta terça-feira (28), a viabilidade de fornecer cannabis medicinal gratuitamente pelo município. O debate girou em torno do Projeto de Lei nº 95/2026, que propõe a criação de uma política pública para distribuição do medicamento a pacientes com prescrição médica, com foco em casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia.

A proposta, de autoria do vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), está em tramitação e deve passar pelas comissões de Finanças e Saúde. Durante a audiência, especialistas, pacientes e representantes do poder público apontaram benefícios terapêuticos do canabidiol (CBD), além da demanda crescente por acesso ao tratamento.

Relatos de pacientes reforçaram os efeitos positivos no controle da ansiedade, dor e agitação. Profissionais de saúde também defenderam o uso da substância, destacando seu potencial analgésico, anti-inflamatório e ansiolítico.

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Por outro lado, a Prefeitura de Joinville indicou entraves para a implementação da medida. Segundo a Secretaria de Saúde, o fornecimento pelo SUS depende de diretrizes do Ministério da Saúde e da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec). Atualmente, o canabidiol é disponibilizado na rede pública apenas para casos específicos de epilepsia farmacorresistente.

Representantes do setor também apontaram impactos econômicos. Dados apresentados na audiência indicam que a judicialização de medicamentos importados gera custos elevados ao poder público, enquanto a produção local poderia reduzir despesas e estimular a economia.

Ao final do encontro, vereadores se comprometeram a aprofundar a discussão e avaliar experiências em outras cidades, enquanto o projeto segue em análise no Legislativo.

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