Câmara de Joinville aprova empréstimo de R$ 551 milhões para a educação
Verba será usada para ampliar a rede municipal de ensino; vereadores cobram fiscalização e cumprimento de promessas antigas. .
A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou, na noite de terça-feira (22), a autorização para que o município contrate um empréstimo externo de US$ 99 milhões — o equivalente a R$ 551 milhões na cotação atual — junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos serão destinados ao programa “Educação que Transforma: Ampliação e Melhoria da Educação de Joinville”.
O projeto tramitou em regime de urgência e foi aprovado por 17 votos favoráveis. Apenas um vereador esteve ausente da sessão. O financiamento deverá contar com garantia da União e tem como objetivo ampliar a infraestrutura da rede municipal de ensino e qualificar as práticas pedagógicas, promovendo, segundo a justificativa da proposta, “uma educação de excelência, em que todos os estudantes aprendam na idade certa”.
Apesar da aprovação com ampla maioria, o debate em plenário foi marcado por cobranças. Parlamentares alertaram para a necessidade de fiscalização rigorosa na aplicação dos recursos.
O vereador Diego Machado (PSD) defendeu a proposta, destacando que o município depende de financiamentos para executar grandes obras, em razão dos altos custos de manutenção do Hospital Municipal São José. Para ele, a estadualização do hospital, como ocorreu em Balneário Camboriú, permitiria maior disponibilidade de verba para outras áreas.
Já a vereadora Vanessa da Rosa (PT) criticou o atraso em obras de Centros de Educação Infantil (CEIs) e cobrou a realização de concurso público para contratação de professores efetivos. Ela alertou que a Prefeitura não deve repassar a gestão das novas unidades à iniciativa privada e afirmou que fará uma fiscalização rigorosa da aplicação do empréstimo.
O vereador Franciel Iurko (MDB), assim como outros parlamentares, reivindicou que parte dos investimentos seja destinada à Zona Sul da cidade, em especial ao bairro Paranaguamirim, onde há carência histórica de vagas em CEIs.
Antes de ser votado em plenário, o projeto passou pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças. O relator da CCJ foi o vereador Lucas Souza (Republicanos), que deu parecer favorável à legalidade da proposta. Na Comissão de Finanças, o relator foi Érico Vinicius (Novo), e a tramitação chegou a ser adiada após pedido de vistas do vereador Cleiton Profeta (PL).




