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Aposentados que ganham acima do mínimo perdem poder de compra em 2026; entenda

Com reajuste de 3,9%, benefícios maiores ficam abaixo da inflação oficial. "Em Joinville, onde o custo de serviços e habitação é alto, o impacto é sentido com mais força", afirma o advogado Jean Postai.

Atualizado em 20/01/2026 às 15:01, por Mariana Woj.

Idoso sentado ao lado a imagem de uma carteira de trabalho

Na prática, quem ganha mais de R$ 1.512 (valor do piso em 2025) terá um aumento real negativo, já que o reajuste não acompanha a média da alta de preços.

Os aposentados e pensionistas que recebem benefícios acima do salário mínimo começam 2026 com um desafio financeiro. O INPC, índice que serve de base para o reajuste desses pagamentos, fechou 2025 em 3,9%, ficando atrás da inflação oficial do país (IPCA), que encerrou o período em 4,26%.

Na prática, quem ganha mais de R$ 1.512 (valor do piso em 2025) terá um aumento real negativo, já que o reajuste não acompanha a média da alta de preços. Para o advogado especialista em Direito Previdenciário em Joinville, Jean Postai, a situação é agravada pelo perfil econômico da maior cidade do estado.

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"Joinville tem um custo de vida elevado, especialmente em serviços e manutenção do lar. Quando o reajuste do INSS fica abaixo do IPCA, o aposentado joinvilense, que já lida com mensalidades escolares de dependentes, planos de saúde e condomínios caros, precisa cortar gastos essenciais", explica Postai.


O novo teto e o impacto local

Com a aplicação do índice, o teto do INSS deve passar para cerca de R$ 8.474,55. Já o salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.621.

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De acordo com Jean Postai, a diferença entre quem ganha o mínimo e quem ganha acima dele cria um "achatamento" que desestimula o contribuinte local. "O trabalhador das indústrias de Joinville, que muitas vezes contribui sobre salários altos esperando uma aposentadoria proporcional, vê seu poder de compra ser corroído ano após ano", destaca o especialista.


O que o segurado pode fazer?

Diante da perda do poder de compra, o advogado orienta que os segurados busquem conferir se o valor pago pelo INSS está correto.
"Não cabe ação judicial apenas porque o índice de reajuste foi baixo, pois isso é lei. Porém, o que muitos aposentados de Joinville fazem é revisar o cálculo inicial da concessão. Se houve erro lá atrás, a correção do valor base pode compensar essa perda inflacionária atual", conclui o advogado.


Mariana Woj

Jornalista, pós-graduada em Gestão em Comunicação Empresarial e Relações Públicas