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Adolescente é presa por suspeita de planejar ataque a escola estadual em Joinville

Aluna da EEB Professor Gustavo Augusto Gonzaga é investigada por publicações com ameaças e suposta imagem de arma de fogo nas redes sociais; fontes relatam desentendimentos anteriores na escola e falha na condução da direção.

Adolescente foi presa pela manhã durante ação da Polícia Civil
Adolescente foi presa pela manhã durante ação da Polícia Civil (Foto: Vídeo da PCSC)

Uma jovem de 18 anos foi detida pela Polícia Civil nesta sexta-feira (25) suspeita de planejar um ataque com armas de fogo contra a Escola de Educação Básica (EEB) Professor Gustavo Augusto Gonzaga, conhecida como GAG, localizada no bairro Saguaçu, em Joinville. A suspeita é ex-aluna da instituição e, segundo as investigações, teria divulgado ameaças em suas redes sociais.

Vídeos que circularam na internet mostram o momento em que os agentes da Polícia Civil foram até a residência da jovem, onde a algemaram e a conduziram à delegacia. Até o momento, não foi divulgado se armas foram apreendidas na casa.

Segundo informações apuradas, a polícia passou a monitorar as redes sociais da jovem após publicações com mensagens em tom de ameaça, nas quais uma suposta arma de fogo aparecia em uma das fotos. A jovem fazia parte do quadro de alunos do colégio ainda nesta semana, quando foi desligada da unidade.

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Durante depoimento, a jovem informou que nunca teve a intenção de cometer qualquer ataque. Ela foi encaminhada ao Presídio Feminino de Joinville e está a disposição das autoridades.

Divergências na condução do caso

Fontes ouvidas pelo Chuville Notícias, sob condição de anonimato, relataram que a adolescente apresentava condutas rebeldes ao longo do ano letivo, mas sustentam que a situação tomou proporções maiores devido à falta de manejo do conflito por parte da gestão da escola. Segundo os relatos, sem conseguir conter os atritos com alunos e professores, a direção optou pelo desligamento da jovem e registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar.

Revoltada com a expulsão, a ex-aluna teria começado a enviar mensagens intimidadoras e provocativas para estudantes e no perfil da escola nas redes sociais. A reportagem do Chuville tentou acessar o perfil da ex-aluna, mas a conta está como privada.

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O que diz a Polícia Militar

Em resposta ao Chuville Notícias, a Polícia Militar confirmou que foi acionada para atender à ocorrência de ameaça na unidade escolar. De acordo com a guarnição, a direção relatou que, após o desligamento da aluna, tiveram início as acusações e publicações com conteúdo intimidador direcionadas à equipe gestora e a outros integrantes do colégio.

A direção apresentou aos policiais os registros de mensagens e imagens, incluindo a foto em que uma arma de fogo era exibida. Diante da gravidade dos relatos, a PM reforçou o policiamento na região da escola, prestou orientações aos pais e responsáveis que buscavam informações no local e confeccionou o boletim de ocorrência para dar prosseguimento às investigações cabíveis.

Posição da Secretaria de Educação

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Joinville, informou que tomou conhecimento do caso envolvendo a ex-aluna e que a gestão da EEB Professor Gustavo Augusto Gonzaga adotou "imediatamente as medidas de segurança cabíveis".

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A SED destacou que a segurança e o bem-estar de alunos e colaboradores são prioridades da rede estadual e que qualquer situação de risco é tratada de forma preventiva e com responsabilidade, seguindo os protocolos oficiais de segurança da rede de ensino.

Não houve menção sobre o que levou a jovem adotar tal postura agressiva.

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