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A Fenachopp voltou. E Joinville ainda é a mesma?

Depois de 22 anos, a festa reencontra antigos frequentadores e conquista uma nova geração. Veja as histórias que a repórter Priscilla Milnitz Pereira encontrou no primeiro dia de Fenachopp.

Pavilhão da Fenachopp lotou para ver as bandas típicas nacionais
Pavilhão da Fenachopp lotou para ver as bandas típicas nacionais. Foto: Divulgação
A Fenachopp voltou. E Joinville ainda é a mesma?

Reportagem especial de Priscilla Milnitz Pereira para o Chuville Notícias

A Fenachopp voltou para casa. Depois de mais de duas décadas longe da Expoville, a festa retomou os espaços do complexo e reencontrou uma Joinville diferente daquela que deixou. Entre bandinhas alemãs, danças, gastronomia típica e chope, a celebração da cultura germânica agora acontece em uma cidade formada por diferentes origens, sotaques e histórias. Para alguns, o retorno é uma viagem no tempo. Para outros, uma descoberta.

Foi o caso de Socorro Fialho, que mora em Joinville há apenas dois anos e nunca havia participado de uma festa alemã. Paraense, ela foi à Fenachopp acompanhada do marido, Paulo Sergio Rossweiler, joinvilense que frequentava as antigas edições desde a juventude.

Eu nunca tinha vindo em uma festa alemã. Estou encantada com as danças, músicas e a decoração.

contou Socorro


Para Paulo, o retorno desperta lembranças:

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Era muito bom, a gente vinha com os amigos e tinha ônibus que saía do Centro. Voltar para a Expoville traz muitas lembranças

Paulo


A programação deste ano resgata parte dos elementos que marcaram a história da Fenachopp, com música, grupos folclóricos e gastronomia típica. Bandas tradicionais como Cavalinho, Os Montanari e a irreverente Vox 3 também voltam para animar o público em uma agenda que mistura memória e novidades.

Entre os visitantes da primeira noite estavam Cristiana Cunha, 47 anos; Nestor Cunha, 46; e a filha Mariana, de 12. Para os pais, o retorno trouxe lembranças das antigas edições, especialmente das competições de chope em metro e da Fenatiro. Para a filha, foi a oportunidade de conhecer uma festa que faz parte da história da família. A ligação dos Cunha com a cultura alemã nunca ficou restrita à Fenachopp. Nestor é o atual rei do tiro da Sociedade Esportiva e Recreativa Ipiranga, enquanto Mariana cresceu acompanhando costumes que atravessam gerações. 

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Na primeira noite, foi a gastronomia que conquistou a menina, especialmente os pratos à base da tradicional linguiça Blumenau. Para Cristiana, algumas coisas ainda podem ser aprimoradas, mas o mais importante é que os primeiros passos foram dados.

É muito bom ver a Fenachopp de volta. Ter novamente essas tradições aqui e ver o público aproveitando

avaliou

A festa também está sendo descoberta por quem nunca viveu suas antigas edições. Laura e Amandus Zibell, embora tenham nascido em Joinville, souberam da abertura apenas ontem e decidiram conhecer.

Gostamos bastante da organização. Para mim não fica atrás da Oktoberfest. Já estou pensando em voltar com os amigos

disse

Já Amabilli Tavares, de 16 anos, sequer havia nascido quando a Fenachopp deixou de ser realizada. Criada próxima à cultura alemã por influência da família, que participa das atividades da Sociedade Dona Francisca, ela também acompanhou a edição realizada no ano passado na Sociedade Rio da Prata.

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Hoje, Amabilli carrega a faixa de primeira princesa da Festa da Colheita e aponta a dança como um dos elementos de que mais gosta.

Amabilli Tavares, de 16 anos, como princesa de um clube típico da cidade.
Amabilli Tavares, de 16 anos, como princesa de um clube típico da cidade. Foto: Divulgação

Depois de 22 anos, a Fenachopp retorna à Expoville reencontrando antigos frequentadores e apresentando a festa a uma nova geração. Entre memórias, danças, sabores e novos sotaques, o reencontro mostra que a celebração ainda encontra espaço na Joinville de hoje.

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