Uma audiência pública promovida pela Comissão de Urbanismo reuniu mais de 200 moradores do bairro Bom Retiro na última segunda-feira (31). O encontro foi marcado por críticas às recentes mudanças no trânsito, preocupação com a segurança de pedestres e ciclistas, além de sugestões para melhorias viárias.
O encontro ocorreu na Escola Municipal Plácido Olímpio de Oliveira, próxima à rua Dom Bosco, que se tornou uma das principais vias de acesso após a primeira etapa da duplicação da Santos Dumont.
Moradores, comerciantes e representantes das secretarias municipais de Planejamento Urbano (Sepur) e de Proteção Civil (Seprot), que também responde pelo Departamento de Trânsito (Detrans), participaram do debate.
O diretor da Sepur, Paulo Henrique Klein, indicou que a obra pode começar no segundo semestre, entre junho e julho, caso o processo licitatório transcorra sem imprevistos. A audiência foi presidida pelo vereador Lucas Souza (Republicanos), acompanhado pelos vereadores Adilson Girardi (MDB), Vanessa Falk (Novo), Wilian Tonezi (PL) e Liliane da Frada (Podemos), além de outros parlamentares.
Entre as principais reclamações dos moradores, destacam-se os transtornos causados pelas mudanças no trânsito em diferentes vias do bairro.
Na rua Rezende, Walquiria Aparecida de Lima Watanabe relatou aumento do barulho e dificuldades no tráfego, afirmando que sua casa estremece devido ao fluxo intenso de veículos. Ela pediu campanhas educativas para que motoristas respeitem o limite de velocidade.
Celito Kuntz questionou a impossibilidade de tornar a via mão dupla, enquanto Adalberto Pupp sugeriu a implantação de uma faixa elevada e a restrição de caminhões na região.
Na rua Nova Trento, Bruno Souza afirmou que, antes das mudanças, levava 13 minutos para buscar seu filho, e agora gasta 40 minutos. Ele considerou a alteração de mão desnecessária.
Na rua General Câmara, moradores relataram confusão com o pequeno trecho que ainda é mão dupla. O empresário Otanir Mattiola afirmou que presenciou acidentes frequentes e sugeriu melhorias na sinalização e a implantação de uma rotatória no cruzamento com a Tenente Antônio João.
Outra reclamação veio de Osmar Luiz Cattoni, que criticou a rotatória da Santos Dumont com a Dom Bosco, alegando que a falta de clareza na sinalização confunde os motoristas. A moradora Ester reclamou da falta de acompanhamento policial na implantação e chamou a estrutura de “paratória”.
Judson Reinert sugeriu maior presença de agentes de trânsito na região. O estudante Moisés João Ferreira denunciou a presença constante de motociclistas na ciclofaixa da rua Dom Bosco, dificultando o deslocamento de ciclistas.
A audiência terminou após duas horas, sem que os representantes da Prefeitura pudessem responder a todas as sugestões dos moradores. O debate reforçou a necessidade de ajustes na mobilidade urbana e maior diálogo entre poder público e população.
A Prefeitura anunciou que lançará ainda neste trimestre a licitação para a duplicação do trecho final da avenida Santos Dumont.
Uma resposta
Bom dia Fagner ,sobre as respostas ,na verdade não tinham as resposta para esse caus que causaram desde o início das obras. e tirando o vereador William tonezi os demais rejeitaram conversar com a população desde o início das críticas e durante a audiência o vereador erico ficou com ar irônico depois de ser questionado pelo vereador William sobre o descaso dele com os municipes°°